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11/08/2010

SOS Beira-Rio

Esse é o 1º de uma série de artigos que faremos sobre o abandono e o descaso por que passa a Beira-Rio, um dos nossos mais conhecidos pontos turístico. A Av. das Nações Unidas (mais conhecida como Beira-Rio), é ponto de encontro das famílias e dos jovens de nossa cidade a muitos anos. Nessa região encontram-se os clubes e restaurantes mais tradicionais da cidade, freqüentado por todas as classes da sociedade, desde os mais abastados aos mais humildes. É difícil encontrarmos algum parnaibano com mais de 35 anos, que não tenha lembranças das festas carnavalescas do Igara Clube (hoje a ponto de ruir), e das manhãs de domingo no Sesc e no clube da AABB. Hoje, infelizmente, a situação é outra. O Igara estar em ruínas, a AABB com pouquíssimo movimento aos domingos, e as festas no Sesc Beira-Rio estão cada dia mais escassas, sem falar da orla e do calçadão que estão em estado lastimáveis de conservação. A Beira-Rio, há tempos esta entregue as traças e totalmente abandonada pela Administração Pública Municipal e Estadual. Como podemos ver nas fotos, o mato e o lixo tomaram conta do calçadão e da orla do Rio, trazendo mau cheiro, doenças e a proliferação de animais nocivos à saúde da população. Nesse feriado prolongado, muitos turistas e principalmente os comerciantes da área, estão reclamando com a situação de abandono que encontra-se a Beira-Rio. Promessas já foram feitas muitas, mais cumpri-las que é bom nada. Enquanto isso, comerciante, turistas e principalmente os moradores da região sofrem sentido-se abandonados e entregues à própria sorte. Os responsáveis dizem que já existe o dinheiro e o projeto para urbanização do local, mais até agora o que podemos constatar pelas fotos ou em uma rápida visita, é o acumulo de lixo, mato, fezes humanas e de animais e uma total falta de vergonha por parte do(s) administrador(es). Uma das poucas (pra não dizer única) parte da Beira-Rio que tem um aspecto um pouco menos deprimente, fica localizado em frente a Capitania dos Portos, assim mesmo, por ser uma área interditada à população.


* Edição: Jornal da Parnaíba

11/04/2010

PF investiga empresa que vende Barra Grande na internet


O Proparnaiba.com noticiou a venda em primeira mão na madrugada desta quarta-feira (03), o deputado federal Osmar Júnior entrou em contato com o jornalismo do Proparnaiba e informou que tomará providências no sentido de alertar órgãos da esfera federal sobre o assunto.Veículos de comunicação do estado como o Acesse Piauí, também noticiaram a venda de parte da praia da Barra Grande por um grupo de investidores da Noruega na internet e entaram entrar em contato com a empresa: "A reportagem do Acessepiauí tentou contato durante toda manhã com a Brasil Land través de um telefone disponível no site, mas não obteve retorno" informa o portal. A Secretaria do Patrimônio da União, que tem sede em Parnaíba, informou que ficou surpresa com a informação de que parte da praia está a venda. "Já entramos em contato o pessoal de Instituto Chico Mendes para saber se a região é de preservação permanentente. Já oficiamos também a Polícia Federal para que nos ajude no caso", disse a engenheria civil da secretaria Geane Machado de Sousa. "Isso pegou todo mundo de surpresa. É estranho esse fato", acrescenta a engenheira, afirmando que fatos semelhantes já aconteceram, mas em menor proporção. Apesar da declaração, o jornalismo do Proparnaiba.com obteve a informação de que a denúncia já foi oficializada por ambientalistas do litoral do Piauí à Superintendência do Patrimônio da União para monitoramento, uma vez que no site da empresa Brasil Land Invest coloca a área como estando com a documentação legalizada.
*Com informações do Acesse Piauí.
*Francisco Brandão para o Proparnaiba.com

ALERTA: investidores da Noruega vendem na net praia do Piauí


A denúncia já foi oficializada por ambientalistas do litoral do Piauí à Superintendência do Patrimônio da União para monitoramento, uma vez que no site da empresa Brasil Land Invest coloca a área como estando com a documentação legalizada. A Brasil Land Invest Investimentos Imobiliários LTDA é uma empresa brasileira formada por investidores noruegueses. A mesma se apresenta como direcionada a comprar e vender terrenos de grande porte do nordeste do Brasil. A Brasil Land oferece em sua página na internet uma parte da praia de Barra Grande, localizada na cidade de Cajueiro da Praia, no litoral piauiense com o seguinte anúncio: "Vendemos uma área espetacular com 2700 metros à beira mar. Barra Grande é uma vila de pescadores bastante procurada também pelos turistas. A somente 50 km da cidade de Parnaíba por uma estrada de ótima qualidade. Excelente área para investimentos eólicos ou empreendimentos turísticos". O jornalismo do Proparnaiba.com obteve a informação que a área colocada para vender está inclusa como sendo de preservação permanente, por estar na área de observação do cavalo marinho, além da existência de estuário, manguezal e área de praia. Segundo as autoridades ambientais, na cidade de Cajueiro da Praia existe proposta para a implantação do refugio de vida silvestre do peixe-boi-marinho. A Brasil Land Invest afirma em seu site que tem sede em Fortaleza - CE e trabalha com investimentos imobiliários nos estados do Ceará, Piauí e Maranhão. Além do terreno localizado na praia de Barra Grande os investidores estrangeiros oferecem para venda um terreno de 30 mil metros quadrados na praia do Japão em Aquiraz no Ceará. A empresa diz estar adquirindo terrenos com alto potencial de lucro para revenda, tanto para nossa empresa quanto para outros investidores estrangeiros e brasileiros. "A valorização de terrenos com boa localização está em alta ocasionando assim um retorno muito bom para este tipo de investimento", diz no site. A Brasil Land Invest alega que os investidores no exterior estão procurando novos mercados, que o mercado Europeu está com preços muito altos e eles querem investir no Brasil. "Temos um escritório na Noruega e oferecemos assessoria para europeus que estão fazendo negócios no Brasil. O Brasil tem muitas qualidades, mas a burocracia é um obstáculo que infelizmente impede maiores investimentos estrangeiros", afirma a empresa na página. A mesma ainda se coloca como "importantes para o sucesso dos investimentos. Os nossos serviços incluem abertura de empresas, administração e assessoria em geral relacionada a investimentos imobiliários".
*O site da Brasil Land Invest pode ser acessado AQUI.
*Francisco Brandão para o Proparnaiba.com

Ilha Grande: a história do povoado que virou cidade


Em meados do século XVI, hoje Ilha Grande de Santa Isabel era conhecida como Coroa Grande ou Coroa Igaraçu, nome dado ao rio que banhava suas margens findando-se ao mar por suas veias caldosas. Aproximadamente no ano de 1692, Dona Mariana Alexandre Viana, mulher de fibra já para sua época, tornara-se viúva, mediante circunstância não datadas, se instalou-se na ponta da Coroa Grande, próxima ao igarapé que ligava-se com o rio igaraçu, braço importante do rio parnaíba, se instalava então numa casa grande ao pé do morro, com seus seis filhos, sendo quatro(04) homens e duas (02) mulheres. A região era de uma fartura diversa, o caju, murici, guagirú e puçá era as frutas que se mais via naquele pedaço de paraíso, a fauna era rica e a flora mais ainda, raposas, gatos maracajás, cutias, peixes e mariscos em abundância se destacavam-se pelas belezas que formavam aquele pedaço de ilha, em épocas de chuvas pesadas, a geografia do lugar mudava, as águas invadiam as trilhas e matas, deixando a Coroa Grande isolada de Parnaiba, somente sendo acessada por meio de canoas através de seus igarapés, por sua proximidade com o mar até o século XVIII, nas mares baixas e de grandes estios, propiciava-se uma grande produção de sal, abastecendo a região. As notícias eram transmitidas pelos caçadores e pescadores que lá se aportavam na casa de Dona mariana, que recebia todos com muito afeto, pois fazia de sua casa uma pousada de farta comida, que atraia pessoas que lá passavam a tratar de negócios e mais tarde fincando-se raízes pelas redondezas de sua casa. As regiões mais altas se plantavam de tudo, especialmente num determinado lugar que mesmo com as enchentes sempre ficava seco, lá então os moradores do canto da Coroa, plantavam batatas em grande escala já para a época, dai se originou-se o nome de Ilha das Batatas. Com o pioneirismo de Dona Mariana e seus filhos, logo as notícias desse paraíso farto viajou com o vento e muitas outras famílias começaram a povoar o Canto da Coroa Grande, com suas dunas douradas ao sol, vistas de longe, então, se originou-se por convenção de todos, a localidade Morros da Mariana, até hoje sendo mencionada essa válida homenagem a esta desbravadora da região. Conta-se uma história pitoresca, contada até hoje pelos mais velhos de Ilha Grande, que Minervina, filha de Dona Mariana, casada com João Branco, tinha uma filha chamada Maura. Um dia Minervina levou sua filha a uma localidade chamada de Cupim, ali havia um poço natural de aguás limpas e profundas, estando elas ali em contato com tanta beleza, prestaram a fazer o serviço de lavar roupas, distraídas observaram um movimento súbito das águas do poço e de repente em frente a menina Maura surge uma cobra sucujú enorme que enlaça a pequena de seis anos, levando ao fundo sob os olhares perplexos de sua mãe. Através de um grito de dor os hóspedes da casa de sua mãe Mariana ouviram e logo foram a sua ajuda. Atirando-se nas águas do velho poço e conseguindo através de muito esforço a captura do réptil, com suas facas e facões abrindo a sua carcaça e retirando já sem vida o anjinho de Minervina. O fato foi tão grotesco que abalou a todos na Vila dos Morros da Mariana. No sepultamento de Maurinha no lugar que hoje é conhecido como cemitério de Morros da Mariana. Contam os mais velhos que, tempos depois, pelos meados de 1755, Maurinha teria aparecido a Dona Mariana, no meio de uma luz clara sobre o luar daquela noite e suavemente lhe falou entre outras vozes harmoniosas, o pedido que se fosse construída uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição e instruiu como edificá-la. Dona Mariana aos seus 99 anos de pura lucidez, chamou seu genro João Branco, pai de Maurinha e contou-lhe a visão, logo então se fez o pedido a realizar por todos da família e pelos moradores do lugar. Logo após então, se deu de forma vagarosa o crescimento de sua população, definindo-se como o povoado de Morros da Mariana, se deslocando-se do núcleo principal do povoado de Santa Isabel. Hoje cidade de ILHA GRANDE.
Bibliografia Pesquisada: Almanaque da Parnaíba.
Fonte Portal Minha Ilha Grande.
Edição: Proparnaiba.com
Foto: Blog Litoral do Piauí.
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Festival do Caranguejo e o descaso na Administração Pública


            O Presidente da Associação dos Catadores de Caranguejo Ucá, Senhor Júlio e representantes de instituições do Município de Ilha Grande, foram recepcionados pela Prefeita Joana D’arc na Prefeitura, oportunidade em que a gestora explicou a todos a situação financeira do Município. Que em função dos parcelamentos das dívidas herdadas da gestão anterior tais como: CEPISA, em torno de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) referentes ao período 2004 a 2008 parcelada em quinze anos; INSS período de 2006 a 2008 parcelados em vinte anos; além de outros débitos a serem parcelados como AGESPISA e queda dos recursos federais repassados ao município. Esses parcelamentos vêm inviabilizando a gestão. A Prefeita esquece de falar, que o seu esposo, ex-prefeito da cidade Henrique Sertão, também tem culpa no cartório. Sua então administração foi tão desastrosa quanto às demais, tanto é que o mesmo foi condenado pela Justiça ficando inelegível. Fica dessa forma inviável a realização do V FESTIVAL DO CARANGUEJO, mesmo contando com a parceria do SEBRAE, uma vez que o projeto está orçado em R$ 85.000,00 (oitenta e cinco mil reais) referentes apenas a parte da PMIG tais como: Show artístico, som, iluminação de palco; taxa ECAD; Taxa iluminação da CEPISA, aluguel de gerador, seguranças, hospedagem e alimentação dos músicos, despesas de camarim, bem como premiações dos concursos, dentre outros. A titulo de informação ainda tem despesas a pagar do IV FESTIVAL DO CARANGUEJO (2009). Em 2009 foi solicitado ao Governo do Estado apoio financeiro ao evento, ficou acordado ajuda de R$ 30.000,00 (Trinta Mil Reais), mas até o presente momento não foi pago e alguns patrocínios também foram cancelados, mesmo assim para honrar o compromisso o evento aconteceu e foi um sucesso. A questão é que todos a frente da administração do Município sempre adotam as mesmas práticas e quem sai prejudicado é sempre o desenvolvimento da cidade e a qualidade de vida do povo, ou seja, são farinha do mesmo saco.

*Com informações e foto do Portal Minha Ilha Grande.
*Edição Blog Litoral do Piauí.

11/03/2010

ARTESANATO DO BARRO VERMELHO

No caminho para se conhecer as belezas do Delta do Parnaíba, existe comunidades, onde o artesanato regional é fabricado e custumizado. Dentre elas há a comunidade do Barro Vermelho, localizada a 8 km de Parnaíba logo na entrada da pista que leva ao Morro da Mariana e Porto dos Tatus. O forte do artesanato daquela região é o barro como o próprio nome do lugar, peça de diferentes formas e tamanhos são elaboradas, a maioria retratando o quotidiano local. Existem algumas associações que trabalham com o barro elaborando peças para venda dentro e fora de Parnaíba, algumas peças são até exportadas, os moradores buscam sempre se reciclar e aprender novas técnicas para deixar o artesanato mais bonito e valorizado.

* Fonte: www.guialitoraldopiaui.blogspot.com