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13 de agosto de 2009

IDÉIAS PARA LUIS CORREIA SER UMA CIDADE PROGRESSISTA E TURÍSTICA



1 – Voltar a se chamar Amarração.
2 – Explorar seu enorme potencial turístico – O aumento da auto-estima e a recuperação do crédito, abalado por sucessivos projetos turísticos mal sucedidos, mostra a necessidade de instituir algo forte que mude esta idéia de insucesso. Temos tudo nas mãos para conseguir evidência como cidade turística: aeroporto próximo, natureza preservada, mar, rios, lagoas, dunas, belezas naturais e estradas. Possuímos estrutura hoteleira razoável: Barra Mares, Aimberê, Rio Poti, Islamar, SESC Praia, Hotel Amarração, Balneário Atalaia, vários outros hotéis e pousadas, além de centenas de casas para alugar. Centenas de empreendedores estão esperando alguma atitude séria dos governantes em relação ao turismo para investir aqui em hotéis e em atividades turísticas.
Estamos próximo dos paraísos turísticos mais evidentes do Nordeste: Jericoacoara, Fortaleza, São Luiz e os Lençóis Maranhenses. É constante o fluxo de turistas que passam em direção aos Lençóis e Jericoacoara, e poucos têm curiosidade de conhecer Luis Correia e nossas praias. Vamos atraí-los e mostrar nossas maravilhas que a natureza nos ofertou. Turistas se interessam por histórias, praias, belezas naturais, boa culinária e a energia positiva do povo. Podemos atrair e conquistar estes turistas de várias formas: pescas (principalmente no período invernoso), passeios de lanchas e barcos no mar, nos rios, no Macapá, nas lagoas do sobradinho e portinho (devemos lembrar que esta lagoa é também de Luis Correia), nas dunas, nas praias, eventos, o bom astral do Coqueiro, com gastronomia de pescados etc.
Precisamos de pessoas qualificadas e residentes que possam desenvolver o processo a ser implantado: idéias, imagem, organização, receptividade, atrativos, qualidade, melhor atendimento e a superação das expectativas do visitante. Necessitamos antes de tudo da participação do Estado com mais investimentos e funcionários públicos trabalhando aqui, viabilizando o turismo. Temos a obrigação de receber bem, agradando, satisfazendo e superando as expectativas dos que vier nos visitar (turistas e veranistas, ambos têm que ser bem recebidos).
A sede da ADRS e o aeroporto internacional em Parnaíba nos garantem vôos internacionais, divulgados pela EMBRATUR, vendendo no exterior o Roteiro das Emoções. Conciliando turismo com cargas podemos viabilizar uma linha aérea ligando Parnaíba/Brasília/São Paulo onde venderíamos nossos produtos e de onde mostrando nossas maravilhas e nosso potencial comercial, culinário, histórico, hoteleiro e hospedeiro traríamos milhares de turistas. O beneficiamento dos produtos na região daria um maior valor aos pescados e ajudaria na viabilização das linhas aéreas, agregando e criando uma referência de vigor para nossa economia, além de promover a implantação de indústrias gerando emprego e renda. Deve participar deste projeto as Secretarias de Turismo, Planejamento, Indústria e Comercio Estadual e Municipal, Exportadores, Empresários, Associações de Produtores, PIEMTUR, Companhia Aérea e o Ministério de Indústria e Comércio.
Um dos maiores acessos que uma cidade pode ter é o marítimo. Milhares de iates e navios de turismo passam próximos de nosso litoral. Com dragas abrindo constantemente o canal do rio Igaraçu, poderíamos receber navios, iates e barcos de turismo viabilizando construção de marinas e hotéis. A lagoa do Canto do Camarão pode ser projetada para ser uma Marina de pequeno porte para lanchas de férias e lazer. Temos que funcionar e trabalhar nosso porto, entreposto pesqueiro e marina.
3 – Receptividade – Precisamos melhorar muito para ter um bom receptivo e proporcionar uma boa estadia. Chega-se a comentar na própria comunidade de Luis Correia que em vez de explorarmos o turismo, exploramos o turista. Vamos modificar essa idéia. Temos que agradar nossos visitantes, atendendo bem e superando as suas expectativas, convencendo-os a voltar e indicar nossa cidade como excelente opção e com isto aumento a freqüência de turistas em nossas praias. Poderíamos começar, incentivando nossos bares, restaurantes e barracas de praia a apresentar alternativas para tira-gosto e refeições mais baratas incentivando freqüência e criando referência para cidade de um bom roteiro gastronômico. Moqueca de arraia e cação, peixada de bagre, peixe grelhado, pescadinha frita e ao molho, torta de cabeça ou calda de lagosta, torta de caranguejo, peixe e siri, ostras podem ser outras opções.
No momento, o turismo receptivo é um dos maiores incentivos para uma proposta turística real para nosso litoral: o turista que chega, e não conhece o litoral do Piauí, tem que ser informado do que temos de melhor. A secretaria de turismo do município, conjuntamente com a PIEMTUR, deve imprimir folders semestralmente atualizados, onde divulguem o roteiro hoteleiro, de transporte, de diversões e gastronômico da cidade, catalogando e divulgando, com a sua classificação: os hotéis, pousadas, hospedarias. Apresentar as melhores opções que temos de lanchonetes, bares, restaurantes, praias, clubes, lagoas, passeios etc. Os taxistas e moto-taxistas devem ser cadastrados e treinados para conhecer e oferecer bem os roteiros ajudando na receptividade. Com a nossa capacidade hoteleira atual, não devemos gastar verbas buscando turistas na Europa ou nos Estados Unidos. Aproveitando as divulgações nacionais e internacionais do governo do Ceará sobre os atrativos de Fortaleza, Jericoacoara e do Maranhão com os Lençóis Maranhenses, seria interessante divulgar melhor em Fortaleza, São Luiz, Jericoacoara e Lençóis nossos potenciais turísticos atraindo os cearenses, os maranhenses e também os viajantes nacionais e internacionais que já estão aqui mais próximos. As grandes quantidades de pessoas e turistas que moram e visitam estes pólos têm que ter curiosidade e vontade de conhecer Luis Correia. Ter um receptivo que os faça curtir, permanecer, gostar, divulgar e querer voltar aqui. 4 – Infra-estrutural e urbanístico - Temos que cuidar melhor de nossa cidade e criar infra-estrutura viária, opções de lazer após praia, parques com pistas para corridas e caminhadas, ciclovias, quadras de futebol e vôlei de praia, incentivar comércios, artesanatos, organizar a limpeza com campanhas educativas para diminuir as moscas e muriçocas. Precisamos de muito aterro e da construção de galerias que permitam um escoamento das águas das chuvas que se acumulam na cidade. Luis Correia, que tem em sua topografia muitos locais com depressão, precisa de aterro nas ruas e terrenos que na época do inverno acumulam água, lama e junco. Com a abundância de areia que a natureza nos fornece poderíamos criar vários projetos de aterramento. Exemplo: podemos retirar, com dragas, o excesso de areias das dunas que já invadiram a lagoa do Portinho e que aterram e invadem suas águas retornando como aterro para a cidade.
Devemos aproveitar mais e cuidar melhor de nosso maior patrimônio: nossa orla marítima. Colaboraríamos com os projetos turísticos e econômicos, se aproveitássemos a grande quantidade de excursões e turistas que visitam nossas praias, oferecendo nossos produtos e artesanatos, criando um centro comercial próximo à beira mar. Neste centro comercial comercializaríamos utilidades, conveniência, lembranças, artesanatos, confecções, presentes, serviços, locação de veículos, lanchonetes, mercearias, produtos, pescados e bares. Seria uma opção turística e comercial que agradaria nossos visitantes, gerando emprego e renda.
A obra de infra-estrutura da cidade de Luis Correia já faz décadas e sem melhora, oferecendo poucas opções de tráfego no centro e nas praias. Se prolongássemos a Avenida Teresina (beira mar) após o bar do Carlito ligando as praias de Atalaia ao Coqueiro ou até onde fosse possível, seria uma das mais interessantes alternativas a serem criadas, tirando os carros das praias e criando novas opções de freqüência nas praias do litoral piauiense. Incentivaríamos com isto também a construção de pousadas, hotéis, restaurantes e teríamos mais opções para construção de residências e casas de veraneio gerando empregos e renda. Ruas de acesso ligando a Avenida Piauí e a BR à nova avenida litorânea devem ser pavimentadas, dentro do plano urbanístico a ser realizado, criando novas alternativas de acesso ao mar.
Conclusão urgente do Projeto Orla: restaurantes, calçadão, estacionamento, urbanização e iluminação. O investimento atual, embora com o dinheiro do projeto disponível há muito tempo não existe pressa, dificultando acessos, atendimento e causando incomodo aos freqüentadores.
Na praia, temos que melhorar o atendimento, criar conforto, gerar satisfação e bem estar para nosso povo e nossos visitantes. Temos que analisar bem à questão vento/areia que agride e espanta o turista no verão. Se plantarmos coqueiros, e principalmente o coqueiro comum (é o único a ter a resistência de suportar na época dos ventos fortes a maresia e areia) nas áreas próximas do mar diminuiria esta influência. Poderíamos criar um parque ambiental em frente ao mar. Com mudas de coqueiros comuns produzidos na região, plantados na época certa das chuvas e programados para serem cuidados (adubados e irrigados no verão), e até quando for necessário. Sendo feitos poços tubulares, a cada duzentos metros dos primeiros coqueiros, com uma boa bomba, podem-se irrigar as mudas que estiverem na área que corresponde a todos os coqueiros do raio de 200 metros do poço. Mudas pequenas que, sem pressa, crescerão saudáveis e um dia, ficarão grandes. As algas, capins e alguns vegetais trazidos pela maré, na limpeza da praia, poderiam ser destinados à complementação da adubação das plantas do parque. Com paciência, em pouco tempo a areia trazida pelo mar e vento, se contida pelo homem, pode proporcionar o aterro necessário para um grande calçadão. O parque ambiental na praia de Atalaia seria dos bares até o porto, aproveitando para criar áreas para: quadras de vôlei de praia, futebol de praia, pistas para cooper, locais para pic-nics, quiosques e restaurantes criando novas e interessantes alternativas de lazer na nova cidade de Amarração.
A praia do Coqueiro, embora seja a praia mais requisitada e aprovada pelos visitantes, como a melhor culinária, visual deslumbrante, freqüência vip e ter as mais bonitas casas de praia da região, possui apenas um acesso: a outra entrada é privada: pertence ao Clube Barra Mares. Que sejam feitos novos acessos criando opções. Como em todo o povoado do coqueiro a construção foi desordenada, uma avenida margeando Barra Mares até a praia onde fica o acesso ao clube é uma das opções possíveis. Além de melhorar o acesso aos restaurantes, bares e ao mar do coqueiro, a nova avenida participaria do sucesso de um empreendimento privado de turismo na região. Um estacionamento na praia, detrás dos bares, seria a grande opção para os frequentadores. Ruas ligando as duas avenidas devem de imediato ser projetadas. Melhoria da Avenida Josias Moraes (que margeia os trilhos), ligando o bairro Triângulo à antiga estação da praia, dará uma excelente alternativa de local para realização de carnaval ou micareta, podendo os trios elétricos conduzir os foliões até o farol da Amarração. No percurso, já na Rua José Patriotino, teríamos alternativas de local para quiosques e lazer no Canto do Camarão, lagoa formada pelo quebra-mar, se fizesse uma urbanização. A lagoa do Canto do Camarão pode ser projetada para ser uma marina. O farol do Porto de Amarração funcionou pela primeira vez em quantro de março de 1873: – faz parte de nossa história e deve ser restaurado, agora como ponto turístico e histórico.
Recuperação do asfalto, acostamento e calçadão da Avenida Tancredo Neves e sua continuação até a praia deve ser uma prioridade. Na continuação margeando o muro da praça de eventos e balneária Atalaia um calçadão e do outro lado da pista, mesmo que precise de aterro, uma ciclovia. Outro calçadão deve ser feito também na Avenida dos Magistrados (acesso Rio Poty Hotel).
Parece aberração e falta de respeito ao ciclista e pedestre alguns trechos da cidade. No segmento da av. Piauí entre o posto brisa mar e a colônia de férias do IAPEP, após recapearem o asfalto, não tiveram a consciência de recuperar também o acostamento. Como em todo o trajeto existem “tartarugas sinalizadoras” no meio da pista, a disputa de ultrapassagem a veículos estacionados, ciclistas (que tem que usar o asfalto, pois não existe acostamento) e pedestres (que tem que usar o asfalto, pois não tem opções de calçada), fica um “Deus nos acuda”. Da mesma forma, esqueceram o trecho da Av. Joaquim Pires, entre a Praça Luiz Correia e o Posto. Na rotatória do posto, existem buracos há muito tempo.
5 – Econômico - Os projetos para melhorar a economia do município têm que valorizar o mar. Com a pesca, podemos começar a viabilizar nosso porto, criando um entreposto pesqueiro na cidade industrializando e comercializando grande parte da produção da região Norte e Nordeste de pescados. Com incentivo do Estado e com isenções de IPI e ICMS para os produtos comercializados via aérea, através do aeroporto internacional de Parnaíba, poderíamos exportar para o mundo peixes, camarões, ostras, lagostas, caranguejos etc. Poderíamos criar um roteiro gastronômico para estas iguarias. Além do marítimo, temos ostras, peixes e camarões produzidos em fazendas que poderiam ser o volumoso da exportação. O Estado não perde, pois a arrecadação de impostos para esta finalidade “não existem”. A isenção dos impostos para estes produtos beneficiados compensaria o custo do frete aéreo, podendo as vendas ser negociadas diretamente das indústrias e exportadores para as redes de hotéis, restaurantes, supermercados, lojas especializadas e o consumidor em geral de São Paulo, Brasília e conexões. Atualmente nossa produção de peixes, camarões, lagostas e caranguejos saem em carros frigoríficos, sem beneficiamento e a preço de custo, aumentando as exportações, abastecendo os mercados e o turismo gastronômico de São Luiz, Teresina, Fortaleza, Natal, Recife e outras cidades. Vamos viabilizar uma linha aérea ligando o aeroporto de Parnaíba a Brasília e São Paulo, onde venderíamos melhor nossos produtos e de onde mostrando nossas maravilhas e nosso potencial comercial, culinário, histórico, hoteleiro e hospedeiro atrairíamos milhares de turistas.
Estabelecer um centro comercial próximo à beira mar. Neste centro comercial comercializaríamos utilidades, artesanatos, confecções, presentes, serviços, locação de veículos, lanchonetes, mercearias e bares, aproveitando a grande quantidade de excursões e turistas que visitam nossas praias. Seria uma opção turística e comercial que agradaria nossos visitantes, gerando emprego e renda.
6 – Os projetos culturais e educacionais têm que criar opções de estudo em vários níveis. Podemos incentivar as instituições como SESC e SESI a implantar escolas primárias e escolas técnicas no município, atendendo aos trabalhadores do comércio, da indústria pesqueira e do turismo. Da iniciativa privada, colégios e faculdades particulares. Do estado, a garantia da continuação dos estudos com colégios de ensino fundamental e faculdades ligadas às áreas de turismo e pesca.
O turista veranista é nosso principal e maior volume de frequência, sendo importante e necessário para nosso turismo. Como geralmente chegam para médios ou longos períodos geralmente trazem grande parte do que consomem. Não ficam em hotéis ou pousadas, geralmente ficando em suas casas de praia ou em casas alugadas. Acumulam lixos orgânicos, precisando de projetos educacionais sobre tratamento do lixo caseiro distribuindo panfletos e com visitas sanitárias, oferecemos opções de como tratá-lo (objetivo de diminuir moscas).
Uma campanha para doação de livros, documentos, mapas antigos sobre Amarração e Luiz Correia. No início da pesquisa sobre o Luiz de Moraes Correia ou Amarração verificamos que na biblioteca municipal da cidade não existia um único livro sobre ambos. Na realidade, os moradores de Luis Correia não tinham a mínima idéia de quem foi Luiz de Moraes Correia e o que motivou a homenagem. Quando algum visitante perguntava “quem foi Luiz Correia ou porque do nome”, ninguém sabia.
Incentivaríamos também nossa cultura e criaríamos atrativos instituindo e resgatando lendas e festas folclóricas: a marujada, bumba-meu-boi, festa do camarão, do peixe, da lagosta etc.

* Por: Paulo Henrique Neves.
* Fonte: www.opiagui.com.br

5 comentários:

  1. Por conta de falta de visão dos gestores públicos e da própria população piauiense, os maranhenses já incorporaram o Delta do Parnaíba no seu roteiro turisticos, ficando o litoral do Piauí,"sanduichado" pelo Ceará e Maranhão, sem nenhuma relevância turística.

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  2. OI MARCELO EU SOU DE SP MAS AGORA MORO AI EM lUIZ cORREIA,E GOSTEI DA SUA INICIATIVA ,PRECISAMOS DE PESSOA COMO VOCE EU SOU DONA DA POUSADA DOS PASSAROS,NA PRAIA ,E PRECISAMOS MESMO DIVULGAR E VENDER NOSSO LITORAL MP QUE AS PESSOAS CONHECAM PQ E MUITO MAL VENDIDO.CONTINUE ASSIM,mARIAH.

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  3. Olá,Marcelo, primeiramente quero parabenizá-lo por sua iniciativa.O piauí precisa mesmo de pessoas como voçê com visâo de futuro o que parece está faltando nos governantes da minha terra querida.
    Sou do Piauí, mas moro em São paulo há 17 anos.
    Estive aí no litoral com minha família em julho.Eles gostaram muito, acharam tudo muito lindo, viram o pô do sol nas dunas da lagoa do portinho, foi fantástico! A última vez que eu tinha ido aí foi em 1988, depois de 22 anos confesso que esperava maiores mudanças. Fiquei com uma sensação de emoção e decepção ao mesmo tempo.Ouvi muita propaganda na mídia, do governo federal e do governo do piauí com a inauguração do aeroporto internacional de Parnaíba. pensei que o turismo por aí estivesse mais aquecido. Mas o único aquecimento que ví foi do sol maravilhoso desse lugar abençoado. Como sou otimista e torço muito para o desenvolvimento do Piauí creio que um dia ele chegará. Porém não virá de graça , será necessário o esforço de todos que almejam vê-lo.

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  4. qual o numero da pousada dos passaros?Esse numero 86 3367.1995 eu ligo e dizem que não é da pousada,e esse (86)367-1694 ninguem atende,poderia me informar qual o numero ?

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