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4/29/2009

AMARRAÇÃO SIM




Voltemos à polêmica de sempre. Não resta a menor dúvida de que o nome adequado para esta cidade litorânea do Piauí deve ser mesmo o de origem – Amarração. Sempre que percorremos o país, mostrando as belezas de nosso litoral, poucos conhecem ou lembram a denominação Luis Correia. Quando falamos que a cidade fica próxima de Parnaíba, todos lembram. A designação Luis Correia não vende, não lembra nada, a não ser as famílias influentes de um passado distante que desejaram a qualquer custo manter na memória de seus moradores um nome sem expressão para essa cidade. Por que manter um nome que apenas satisfaz os desejos de uma família que sequer habita na cidade? Muitos indagam por que mudaram o nome da cidade de Amarração para Luis Correia? Pelo tempo em que habitamos a cidade, chegamos à conclusão que este nome é ruim, não representa a vontade da população, não tem significado histórico e seus habitantes concordam em voltar o nome para a denominação inicial, aquela de origem, dada pelos nativos. Perguntem aos moradores de Luis Correia se concordam em mudar o nome da cidade para Amarração, poucos são contra, afinal, vivemos em um regime democrático onde todos têm direito de manifestar suas opiniões. Amarração é mais romântica, original, poética, este tem laços profundos com aqueles que lhe deram vida - os nativos do lugar. O momento é propício para a realização de um plebiscito pela população para que a cidade volte a ser chamada de Amarração. Mas para atrair turistas, empregos e rendas para o município não adianta só mudar o nome. É preciso dotar o município de infra-estrutura capaz de manter os visitantes e os próprios moradores na cidade. Necessitamos de especialidades médicas principalmente nas áreas de cardiologia, angiologia, oftalmologia, ortopedia, dermatologia e geriatria. Calçadões ligando o centro da cidade até as praias mais próximas, posto policial, caixas eletrônicos de bancos oficiais na orla, iluminação pública na BR entre Parnaíba e Luis Correia, bares limpos, preços justos, entre outros atrativos são fundamentais para motivar o turista a visitar a cidade e permanecer por mais dias. Os folguedos populares - bumba-meu-boi, marujada, quadrilhas juninas, danças, teatro, festas religiosas, comidas típicas também contribuem para segurar os visitantes por mais tempo.É urgente acabar com essas improvisações de última hora de setores privados e públicos com aqueles que vêm contribuir para o crescimento econômico da cidade. Está equivocada essa preocupação apenas com a alta temporada. Não basta “esconder” o lixo e colocar lâmpadas somente no período de festas. Turismo é indústria que mais gera renda e emprego no mundo e em qualquer época, por isso exige qualificação profissional e mentalidade progressista de toda a população e de seus atores principais. Os atrativos naturais já temos, faltam os outros. É preciso respeito e tratamento profissional com a prática e a venda de quaisquer serviços e produtos turísticos. Antes de oferecer refrigerantes de marcas consagradas internacionalmente, ofereçam a nossa cajuína, um produto que está dando mais identidade à nossa cultura.

* Por: Joaquim Lopes Saraiva - Jornalista.

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4/02/2009

LUIS CORREIA SIM !



Além de ser justa a homenagem póstuma prestada há mais de 70 anos, ao ilustre e ilustrado Luis Moraes Correia, existem outras razões que me induzem a pugnar pela conservação do atual nome da vizinha e bela cidade litorânea:
1) O momento oportuno e conveniente para a defesa do nome AMARRAÇÃO seria antes de consumada a mudança da denominação do Município, em 1935;
2) O retorno a antiga denominação nenhuma vantagem traria agora para o Município nos planos social, econômico, político, educacional, cultural, turístico, histórico, paisagístico;
3) Todas as publicações que circular no mundo inteiro ficariam ultrapassadas e prejudicadas nas alusões à bela cidade do litoral piauiense, o que seria péssimo para o Município que tem no turismo uma das principais fontes de renda;

Por: Alcenor Candeira Filho

3/31/2009

FAVELAS DA MARÉ







O Município de Luis Correia está vivendo agora um momento que se repete continuamente ao longo de sua história. Todas as vezes que vivemos uma temporada de intensas chuvas, nos deparamos com a cena onde centenas de nossas famílias são despejadas de suas casas por conta da força das águas. Antes, víamos somente famílias em extremo grau de carência sendo alvo dessa realidade. Hoje, o que se vê é uma abrangência de famílias atingidas, dessa vez sem distinção de classe social, porque a periferia deixou de ser um foco exclusivo. Houve um tempo, em que isso se tornava uma questão periférica porque os esgotos fajutos que foram construídos ainda funcionavam de alguma forma. Hoje não, as galerias construídas a céu aberto, e sem nenhuma projeção profissional, não poderiam dar mesmo conta do recado. Agora o retrato que se vê é desde as principais avenidas do centro da cidade como toda a periferia sendo alagadas pelas torneiras de São Pedro. E mais uma vez lá vem os mesmos políticos, com as mesmas práticas, a mesma falácia, o mesmo cinismo e a mesma falta de compromisso, levantando falsas bandeiras de proteção social. E lá vêm os mesmos golpes de sempre na ingênua opinião pública, golpes travestidos de força tarefa, Secretaria de Assistência Social e Defesa Civil, com ações clientelistas, assistencialistas, paternalistas, eleitoreiras e politiqueiras em favor das pessoas carentes e vítimas do alagamento, com forte destaque na imprensa como se quem estivesse encabeçando essas ações fossem agora os salvadores da pátria, num flagrante delito daquilo que deveria ser um dos papéis principais da imprensa que seria denunciar a omissão das autoridades no cumprimento de seus papéis de proteger a sociedade. Cidadãos trabalhadores de áreas burocráticas em escritórios situados na própria cidade e cidades vizinhas se vêem impedidos de exercerem seus expedientes como manda o figurino, e apelam por medidas alternativas ao sair, por exemplo, com as calças nos joelhos e sandálias de dedos. Ao longo dos anos quando fizemos a opção corajosa de mergulhar fundo nas discussões de interesse comunitário, observamos e identificamos a principal causa de atraso do Litoral:_ A falta de amor! Acreditamos que mesmo os gestores não tendo a competência necessária para desenvolver os projetos de desenvolvimento, se eles tivessem amor a terra e ao Povo, tudo estaria resolvido, porque o amor gera o compromisso pra se buscar as parcerias necessárias para um trabalho profissional. E assim teríamos hoje esgotos de verdade com capacidade de escoar águas pluviais pra bem pertinho do rio (ou da maré) e não apenas aberturas de valas encimentadas a céu aberto que hoje só servem para acumulação de água suja e fedentina. E o Povo?... Bem o Povo ainda sofre as conseqüências de sua ingenuidade e omissão, e assim, tem o governo que merece!... Até mesmo aqueles que enfrentam a penúria da fome na periferia, tendo que também agora enfrentar a situação de flagelados da enchente!

3/27/2009

FORROZEIROS NA CADEIA


Sintonizo dezenas de rádios FMs, em busca de repertório musical de
qualidade. Esbarro numa trilha de aborrecimentos e revolta: imoralidades e mediocridades dominando a maioria das emissoras, onde desfilam músicas, cujos versos mal elaborados traduzem o su-prassumo do mau-gosto, que decanta imundícies sexuais, taras, prostituição e amores irresponsáveis. Aponto a maioria das rádios comunitárias, algumas irregularmente instaladas ou empresas de estrondosa audiência, mas de péssima seleção musical. Radialistas sem educação, atrasados nas singulares regras de comunicação e decência, exibindo bes-teirol, às vezes disfarçado em bonita voz. A trilha sonora, uma calamidade: só forró peba, indecente, hino de perversão e depravação aos instintos, convite à bebedeira desenfreada. Tarados e mulheres livres, (para não chamar de prostitutas baratas), que se arreganham e se rebolam eroticamente, de invejar inocentes raparigas da velha Paissandu. Nem nos morros e favelas cariocas se produz música e letras maltrapilhas, como as da indústria borracheira destas bandas, especialmente do Ceará, que, nem de longe, se aproximam da genialidade que ainda prospera, desde Luís Gonzaga à geração contemporânea. Essa quadrilha do assalto à decência e pu-dor das crianças e adolescentes merece cadeia. Radialistas da divulgação porca e paga, artistas dos requebros e apelos animalescos, todos na cadeia. Promotores e juízes da ver-gonha e dos nobres sentimentos, tomem cuidado com as crianças e adolescentes, reféns desses celerados e corruptores de menores, através da música. Ergam a bandeira da edu-cação sadia, antes que a anarquia e caos se estabeleçam em nome de decantada democracia e liberdade de expressão.
Vocalistas e crôneres de bandas famosas já se arrependeram do mal que transmitiam à juventude. Daniel Dantas, do Calcinha Preta, e Milla Carvalho, do Companhia do Calipso, integram a galeria dos emigrados do pecado e do mau exemplo, filiando-se a grupos de cristãos de responsabilidade social.Enfim, deparo-me com uma das poucas emissoras, FM e AM, onde profissionalismo e bom-gosto me permitem aumentar o som e botar crianças e adolescentes para bailar o canto da decência e da qualidade.Os anjos agradecem.
(*) José Maria Vasconcelos - é cronista. Josemaria001@hotmail.com

3/25/2009

VENTO NO LITORAL


De tarde quero descansar, chegar até a praia, ver se o vento ainda está forte. E vai ser bom subir nas pedras. Sei que faço isso pra esquecer. Eu deixo a onda me acertar. E o vento vai levando tudo embora. Agora está tão longe. Vê, a linha do horizonte me distrai. Dos nossos planos é que tenho mais saudade, quando olhávamos juntos na mesma direção. Aonde está você agora. Além de aqui, dentro de mim? Agimos certo sem querer. Foi só o tempo que errou. Vai ser difícil sem você. Porque você está comigo o tempo todo. Quando vejo o mar existe algo que diz: - A vida continua e se entregar é uma bobagem. Já que você não está aqui, O que posso fazer é cuidar de mim. Quero ser feliz ao menos. Lembra que o plano era ficarmos bem? - Ei, olha só o que eu achei: Cavalos-marinhos!... Sei que faço isso pra esquecer. Eu deixo a onda me acertar. E o vento vai levando tudo embora!...

Por: Renato Russo.

3/23/2009

NÃO É FÁCIL ESCREVER...


"NÃO É FÁCIL ESCREVER, AINDA MAIS QUANDO SE USA COMO TINTA, O SANGUE DAS PRÓPRIAS VEIAS"
.-(ELTON DAS NEVES O ANJO DAS LETRAS).

COMO EU QUERIA QUE VOCÊ ESTIVESSE AQUI !

Então... Você acha que consegue distinguir o céu do inferno?... Céus azuis da dor?... Você consegue distinguir um campo verde de um frio trilho de aço?... Um sorriso de um véu?... Você acha que consegue distinguir?... Fizeram você trocar seus heróis por fantasmas?... Cinzas quentes por árvores?... Ar quente por brisa fria?... Conforto frio por mudança?... Você trocou um papel de coadjuvante na guerra por um papel principal numa “cela”?... Como eu queria que você estivesse aqui!... Somos apenas duas almas perdidas nadando num aquário ano após ano!... Correndo sobre esse mesmo velho chão!... O que encontramos?... Os mesmos velhos medos... Queria que você estivesse aqui... Você nem imagina o quanto eu queria que você estivesse aqui!

Po: Roger Water's