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22 de dezembro de 2009

EU SOU MAIS O CARA!... VIVA O PEIXE BOI!







Já dizia Salomão: "Quando o tolo se cala, passa por sábio". Leio frases desesperadas para a não criação da Reserva Extrativista dentro de uma área de preservação, para manutenção do Peixe-Boi Marinho (Trichechus manatus), exemplo:


1 - “Não devemos trocar o ser humano por 35 animais." Dita pelo Secretário de Turismo do Estado do Piauí. Considero tal axioma um verdadeiro atestado de incompetência e falta de compromisso para com o ser humano, aos que este político solípede pertence, pois parece não ser primata. Ora se a Mãe Natureza não existisse, o que seria de nós? Mas o que percebemos nesta choradeira infeliz do Secretário de Turismo do Estado do Piauí, e todos que o seguem, num fisiologismo vergonhoso, é que os chorões são na verdade os ricos que hoje patrocinam a destruição do habitat deste mamífero, que já existe na Natureza muito antes de nós humanos. E, como estão tendo seus polpudos lucros, principalmente na especulação imobiliária, ameaçados em prol da preservação dos seres do litoral, pois não é apenas o Peixe-Boi Marinho que está ameaçado de extinção no litoral do Piauí, mas principalmente as comunidades Caiçaras, que com a presença do "progresso turístico", simplesmente são riscadas do mapa, vide Coqueiro da Praia; onde estão às manifestações populares da Dança do Côco da Praia e outras que eram a cara da comunidade Caiçara, que ali existia, e hoje o que restou? Uma favela de luxo que beneficiou uma meia dúzia e sacrificou todo restante da comunidade. Quando diz um dos fisiologistas de Silvio Leite, "VIDE DELTA DO PARANAÍBA', demonstra o alto grau de analfabetismo sócio econômico da região, pois com a criação da RESEX DO DELTA, ficou assegurado trabalho aos catadores de caranguejo e marisqueiras, que estavam a beira da extinção, é bem verdade que ainda precisa de muito trabalho de conscientização e educação na coleta do caranguejo, eliminando o CAMBITO DE FERRO, e desenvolver técnicas de pré cozimento e congelamento dos caranguejos, para evitar o desperdício que é muito alto, durante as exportações para outros centros, mas isto são apenas falhas que deveriam  estar sanadas se o atual governo do Piauí tivesse compromisso com os trabalhadores. Por certo mesmo Sr. fisiologista, é que a RESEX DO DELTA, garantiu a sobrevivência de muitas famílias, que hoje tem como principal fonte de renda a coleta de caranguejos e mariscos, e não impediu o desenvolvimento turístico da região pois seu maior patrimônio é exatamente a reserva, se bem que os empresários que hoje exploram comercialmente as belezas naturais da reserva, estejam pecando em não manter uma praxe educativa durante os passeios, de não se jogar lixo no Delta, isto também é uma falha que precisa ser sanada imediatamente. Cabe, por sua vez aos fisiologistas que aqui choram que nem bebês, responder, quem está jogando metais pesados no lençol freático, plásticos, pilhas, baterias(Kádimum), e outros poluentes.


            No meu entender é exatamente o pseudo desenvolvimento causado pelo consumo exarcebado de produtos industrializados e que principalmente o "TURISMO" traz no afã do seu desenvolvimento sem nenhuma preocupação de preservar, mas apenas no egoísmo do ser urbano, onde o ser humano e a Natureza não representam nada. Numa RESEX, o homem representa tudo, e para tanto precisa da Mãe Natureza, pois vejamos: No caso da preservação do Peixe-Boi Marinho Trichechus manatus, vamos conhecê-lo um pouco: Os peixes-boi, vacas-marinhas ou manatis constituem uma designação comum aos mamíferos aquáticos, sirênios, assim como os dugongos, mas da família dos triquecídeos (Trichechidae). Possuem um grande corpo arredondado, com aspecto semelhante ao das morsas, o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) pode medir até 4 metros e pesar 800 quilos,  enquanto o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis) é menor e atinge 2,5 metros e pode pesar até 300 quilos[1]. Existem três espécies de peixe-boi: o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), o peixe-boi-africano (Trichechus senegalensis), e o peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis). No Brasil, o peixe-boi-marinho habitava no Espírito Santo ao Amapá, porém devido à caça, desapareceu da costa do Espírito Santo, Bahia e Sergipe. Os peixes-boi vivem tanto em água salgada quanto em água doce. O peixe-boi amazônico só existe na bacia do rio Amazonas, no Brasil, e no rio Orinoco, no Peru e vive apenas em água doce. Todas as espécies encontram-se ameaçadas de extinção e estão protegidas por leis ambientais em diversas partes do mundo. No Brasil, o peixe-boi é protegido por lei desde 1967[2] e a caça e a comercialização de produtos derivados do peixe-boi é crime que pode levar o infrator a até 2 anos de prisão[1]. São animais de hábitos solitários, raramente vistos em grupo fora da época de acasalamento. Alimentam-se de algas, aguapés, capins aquáticos entre outras vegetações aquáticas e podem consumir até 10% de seu peso em plantas por dia e podem passar até oito horas por dia se alimentando. Durante os primeiros dois anos de vida vivem com suas mães e ainda se alimentam de leite. São muito parecidos com os dugongos e a principal diferença entre o peixe-boi e o dugongo é a cauda. São animais muito mansos e, por este motivo, são facilmente caçados e se encontram em risco de extinção.


            Como podemos ver este animal é de extrema importância na Natureza, então porque devemos erradicá-lo de nosso litoral? Se os que fazem côro ao Silvio Leite conhecessem o nosso litoral, saberiam que a grande obra turística deste secretário energúmeno, foi uma agressão à beleza natural da Região da Carnaubinha, na ÁRVORE PENTEADA, onde mandou fazer uma praça, agredindo de forma violenta a beleza da paisagem natural; e na zona diáfana da nossa plataforma continental, saberiam que a região demarcada no mapa da RESEX, é uma região de atóis onde existe a principal alimentação desta espécie, algas, capins e plantas aquáticas marinhas. Veriam também se tivessem algum conhecimento, é que as áreas demarcadas em terra firme compõem com sua fauna e flora o carreamento de bentos para fortalecimento do plâncton naquela área, portanto o trabalho científico está de parabéns e deve ser levado adiante, e não esbarrar no reclame de alguns que na época da febre do camarão, compraram áreas  dos habitantes da região por preços irrisórios, para especular, dos que são garotos propagandas de empresas multinacionais produtoras de rações para aqüicultura, nos paus mandados de Deputados Estaduais e ou Federais, que não tem compromisso com o desenvolvimento sustentável e outras aberrações do gênero, pois é por causa destes que o povo vive sendo alienado.


             Mas não se iludam, o povo tem sabedoria e quando acorda, sai de baixo! Olhe que a Sabedoria popular dos Caiçaras, no que tange à pesca artesanal é muito grande, e vocês que estão com este lero-lero todo, sem nenhum fundamento sócio-econômico e científico, tenham muito cuidado com o que estão fazendo, pois a Sabedoria popular é soberana e por mais que se acredite não se pode enganar a todos por muito tempo. Assim sendo, coloco para o povo Caiçara da região, usem de seus conhecimentos sobre Marambaias, Manzuás, Grozeiras, Dibúias, Rabo de Pato e tantos outros conhecimentos, que podem ser aproveitados dentro desta RESEX e que não trazem nenhum risco ao nosso Peixe-Boi, mas que levarão a produtividade a nível ainda maior e ao real desenvolvimento sustentável, não vão dar muita crença a estes especuladores que estão se fantasiando de bonzinhos, pois disto não têm nada, pois até hoje o que este pseudo desenvolvimento turístico gerou foi exatamente para seus bolsos, enquanto para as comunidades restam exatamente o lixo poluente e as doenças por estes causados.


VIVA O PEIXE-BOI, VIVA A MÃE NATUREZA E TODOS OS SERES DIVINOS!!!

Um comentário:

  1. Ardilosamente, com mentiras, tentam enganar para justificar a pretensão de se apossarem de toda a região, de terem poder sobre as pessoas usando o Peixe-boi como isca... para conseguirem $$$ grana com projetos e diárias polpudas. Hoje a convivência com o Peixe-boi é exemplar, com os pescadores e toda a comunidade tendo todo o cuidado e carinho, em uma convivencia pacífica ao ponto de sua população ter aumentado muito ultimamente, agora esses pseudo-ambientalistas com a insegurança que geram colocam em risco tudo. Sim, viva o peixe-boi, abaixo os aproveitadores e usurpadores que usam-no como isca para fisgar incautos. A carapaça de ambientalistas imposta por Ong´s de além mar vai cair. Se aproveitam do cargo e da função para abusar e oprimir os cidadãos que com o trabalho geram riquezas e sustentabilidade, inclusive para pagar o soldo e diárias de aproveitadores.
    Quanto a RESEX esta é uma fraude, coisa pra Ingles ver, absurdo dizer que houve melhora de vida para os catadores de caranguejo... houve sim para aqueles que passam a receber boas diárias pra cada reuniãozinha furada que não diz nem produz nada. Para esses pseudo ambientalistas o que menos importa é o Homem, e o caranguejo também pra eles não vale nada, afinal autorizam a 25 anos com guia assinada o passaporte para se jogar na lata de lixo em Fortaleza MILHÕES DE CARANGUEJOS arrancados do Delta, da APA e RESEX..., falsos ambientalistas, será que existe na região maior crime ambiental que esse? Não é só omissão não, é co-autoria, pois sem a guia de transporte assinada pelo órgão ambiental isso não aconteceria, isso não poderia acontecer se houvesse real interesse, essa falsidade toda é só pra se darem bem à maneira que sabem, pois certamente na iniciativa privada não teriam a menor chance. Porque será que o covarde não coloca seu nome no que escreve?
    Hipólito Augusto.-

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