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2/04/2010

RECEPTIVO: A INDUSTRIALIZAÇÃO DO NÚCLEO TURÍSTICO

A atividade turística deve ser entendida como uma linha de produção,onde a qualidade, criatividade, preço, diversidade, são atributos que irão convencer nossos consumidores. Precisamos dosar a quantidade de oferta à quantidade de demanda, a qualidade da demanda à qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Precisamos para vender essa produção “industrial”, conservar nosso meio ambiente, as tradições, a cultura, a gastronomia e tudo que é diferencial. Precisamos ainda para implementar tais vendas de levantamentos diversos, pesquisas de opinião, dados econômicos. Só aí é que vamos nos lançar ao mercado para vender e receber tais compradores, chamados de turistas. Sendo uma engrenagem; a sobrevivência e até o desenvolvimento dos negócios depende do esforço individual e coletivo, da comunidade, da legislação, da infra-estrutura urbana, da estrutura de apoio; enfim precisamos ter um Receptivo que funcione bem às 24 horas dos 365 dias do ano e se for bissexto, 366, e que preencha as necessidades, gostos, vontades, anseios da nossa clientela eleita, para que ela gaste o máximo que possa gastar e fique satisfeitíssima em ter gasto. O que é o receptivo? É um time, uma equipe. Não tem dono – têm participantes, parceiros, apoiadores. Tem objetivos, metas, passa por reciclagem, se adapta, é um processo dinâmico, ágil e primordialmente coletivo, quase diria que é a essência prática e democrática do socialismo, ou como queiram outros – o célebre um por todos, todos por um. Conscientização, sensibilização, mão-de-obra, sinalização turística, roteiros, legislação fomentadora, alojamentos hoteleiro e extra-hoteleiros, infra-estrutura, estrutura urbana e receptiva, criatividade, aspectos diferenciais, calendário de eventos, gastronomia, transportes em geral, religião, folclore, entretenimento, recreação, passatempo, lazer, vida noturna, compras, esportes, espaço rural, artesanato, atrativos: paisagísticos, históricos, monumentais, arqueológicos, ambientais, geográficos, equipamentos para eventos, cultura, podendo até aproveitar os modismos. Todo pessoa que vem gastar em nosso núcleo, cria o chamado efeito multiplicador na economia – é dinheiro de fora entrando – portanto todos são bem vindos independente de onde vierem e quanto tempo ficarem. Nosso receptivo pode e deve contemplar todo tipo de demanda, desde que traga lucro, preservando sempre os nossos aspectos diferenciais, pois eles são a “galinhas dos ovos de ouro”.



* Por: Otavio Demasi - consultor de turismo/jornalista Mtb 32548 - odtur@ig.com.br - www.odtur.blogspot.com

PRESERVAR PARA FATURAR

Ernest Haeckel, o inventor da palavra “ecologia”, nos idos de 1866, mal sabia, o quanto a mesma estaria inserida em livros, sendo objeto de reuniões, congressos, conferencias, criando ummovimento internacional em igual e debates que movimentam as principais personalidades internacionais, organismos diversos e pessoas. No Brasil, tivemos em 1958 a instalaçaão da FBCN- Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza. Na década de 70, um sem número de entidades ambientalistas foram, criadas, com maior amplitude filosófica, dando origem às ONGs- Organizações Não Governamentais. A reunião de Estocolmo em 1972, reuniu 113 países para debater o tema. A ONU- Organização das Nações Unidas criou o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o PNDU - Agencia financiadora de projetos que se relacionam com o meio ambiente e desenvolvimento. No Rio de Janeiro em 92 se debateu o conceito “Desafio do Desenvolvimento sustentável”. No inicio dos anos 80, o Instituto de Estúdios Turísticos da Espanha, lançou o livro “Turismo y Ecologia”, com artigos diversos de especialistas abordando o binômio e esbolando idéias, ações, filosofia e políticas que gestassem um Desenvolvimento Turístico Ecológicamente Auto sustentável”, tendo ocomo alavanca de consumo os fluxos turísticos direcionados dimensionados, bem como produtos e serviços corretamente ecológicos. O despertar e a consciência ecológica, fez com que fossem criadas inúmeras instituições voltadas para o problema, sendo a imprensa, uma grande aliada nessa caminhada perene. Pelo país inúmeros eventos abordam a problemática do ecoturismo, através de seminários, congressos, exposições e feiras, vindo nesse esteira uma política nacional de ecoturismo. A ativação do turismo rural, agro turismo, da agro ecologia, voltadas ´para o vivenciamento do dia-a-dia no campo, sem maquiagem é alternativa já implantada e em implementação constante. Surge os binômios: Turismo e Folclore, Turismo e Cultura, Turismo e Ecologia, Turismo e Esportes de aventura , Turismo e Saúde e o crescente número de roteiros especializados, fomentando caminhadas, trilhas, safári fotográficos e ou de observação. A ação dos grupos de espeleólogos, abrindo roteiros guiados às grutas e cavernas, sempre cuidando da preservação, que também num esforço heróico, batalha na preservação do imenso patrimônio histórico, cultural , monumental , arqueológico e natural do país. A riqueza- ameaçada constantemente – em nosso país é imensa. Floresta amazônica, mata atlântica, pantanal, cerrado, mata de araucárias, pampa, semi-árido, zona costeira, cavernas, grutas, manguezais, parques nacionais, reservas biológicas, estações ecológicas, florestas naturais, áreas de proteção ambiental, reservas extrativistas, áreas de relevante interesse ecológico, área sobre proteção especial, entre outros. O setor permite permite a criação de produtos, subprodutos, agregados à serviços múltiplos, tendo como matéria prima, que exige manejo, bom senso, técnicas adequadas, visitação controlada e constantes debates e reciclagens. Essas riquezas naturais, precisamos atentar, que não precisamos tirar nada, ao contrário é importantíssimo preservar. Conservemos a nossa “galinha dos ovos de ouro”.



* Por: Otavio Demasi - consultor de turismo/jornalista Mtb 3254 - odtur@ig.com.br





1/22/2010

Barra Grande: um tesouro escondido no coração do Delta


Ao redor da pequena praça, há uma igrejinha chamada de Nossa Senhora da Conceição. E mais: uma panificadora, um minúsculo mercantil, um depósito de bebidas e uma churrascaria (dublê de pizzaria) além de um posto da secretaria de turismo (sempre fechado) e uma lojinha de acessórios de praia com o nome sugestivo de Aquântica (uma alusão à Atlântida, o continente perdido, acho eu). O resto do pequeno povoado é composto de casas de médio e pequeno porte dos moradores da região, a maioria, pescadores e plantadores. Barra Grande seria mais um povoado brasileiro, de dois mil habitantes, entre os milhares que existem, se não fossem por pequenos e significativos detalhes. A começar pela sua privilegiada localização, na Costa do Delta do Rio Parnaíba. Constitui Área de Proteção do Delta (APA) que pertence ao município de Cajueiro da Praia, emancipado há apenas 13 anos e nascido da vontade popular, fruto de um plebiscito entre os nativos. BG é uma espécie de Jericoacoara nos anos 80 e foi surgindo assim de pouquinho. Ainda está surgindo, pra falar a verdade. E não pergunte às autoridades estaduais e nem ao prefeito de Cajueiro como se deu este surgimento. Eles não têm a mínima idéia. Aconteceu. Amantes da natureza em seu estado mais puro, gente do mesmo nível cultural e artístico foi chegando e se abrigando em casas bem descontraídas, confortáveis e montadas com material da própria região (pedra, palha da carnaúba, e tijolinhos rústicos). A presença do estrangeiro é marcante no pequeno povoado. Eles são atraídos pela lei da gravidade, ou melhor, da afinidade. Alguns possuem pousadas e já se adaptaram perfeitamente ao cenário da região. Outros fazem o turismo sazonal: de agosto até novembro há um fluxo maior de italianos, franceses e portugueses. No final do ano, a presença maciça é do turista do leste europeu, vindo da Polônia, Áustria, Hungria e Alemanha. Além da natureza exuberante e primitiva, há ali um esporte radical que atrai o fluxo de estrangeiros, principalmente, entre agosto a novembro, quando os ventos sopram mais fortes. É o Kite Surfe, uma prancha de surfe que é controlada por uma pipa. O perfil do turista mais jovem é o que vai em busca de aventura e algo novo. Os mais maduros vão em busca de água quentinha, mar manso e muita tranqüilidade. Nada de badalação. Aliás, não fazer nada é a maneira mais inteligente de passar o tempo por ali. Apreciar o pôr do sol à beira mar é programa garantido quando não está chovendo.  Como o aeroporto de Parnaíba (a 60 km de Barra Grande) ainda não está operando para vôos internacionais, eles descem em Fortaleza e vêm margeando a Costa do Atlântico até chegar ao pequeno e charmoso povoado. Alguns chegam a pagar 800 reais pelo táxi do aeroporto de Fortaleza até Barra Grande onde demoram, em média, cerca de 10 a 15 dias e formam uma clientela fidelizada. Ao voltarem, no ano seguinte, trazem novos amigos. Quando houve o Campeonato Internacional de Kite Surfe, o filho de um primeiro ministro russo aportou por ali com toda a parafernália de segurança de ministro de estado. Mas os nativos não ligam mais para isso. Já se acostumaram. O caldo e a moqueca de sururu e de mexilhões (um marisco típico da região) além da peixada com pirão, a moqueca de arraia e o caranguejo se misturam à pizza e a outras manias internacionais nos poucos e bons restaurantes ou barzinhos das pousadas. Detalhe: as ruas da orla marítima não têm calçamento. Asfalto? Nem fale nesse nome em Barra Grande que a grita é geral. O pessoal dali é ecologicamente correto e mesmo dentro das pousadas a areia branquinha é a grande vedete. Dentre as manias internacionais, o Arguilè (famoso cigarro árabe) tem o seu espaço garantido ali também. Para fumar, você desembolsa vinte reais. Caro? Você não viu nada ainda. Ao contrário do que se pode pensar, não existe um código de conduta específico para essa mistura dar certo, é apenas a lei da convivência operando em sua forma mais primitiva e consensual. Na orla marítima, Barra Grande estica sua exuberância com charmosos chalés e cafés (muitos deles de propriedades de estrangeiros), geralmente lotados em temporadas como esta da passagem do ano. Mas ainda falta muita coisa. E o principal é a infra-estrutura para atrair o turista. Ouvi dizer que existem projetos de saneamento, abastecimento de água de boa qualidade (a atual ainda tem cor marrom) e de aterro sanitário com dinheiro garantido do governo federal, mas todos travados pela burocracia (ou seria burrocracia?) pública oficial. A palavra turismo pode significar muito para os habitantes de Barra Grande. Carros e motos são proibidos de passar pelas praias e em alguns outros lugares do vilarejo. O aluguel de carroças por um passeio excêntrico como este - conduzido por um nativo - pode render para ele a quantia de até oitenta reais. E o turista – geralmente gringo – paga sorrindo e sem reclamar. Mas o tesouro principal de Barra Grande está escondidinho na sua fauna e na sua flora. Considerada uma região ecologicamente importante e, por isso mesmo frágil, espécies muito raras do peixe boi (em processo de extinção) fazem ali o seu habitat natural no estuário do rio Timonha. É também o local (Lagoa do Santana) de migração de aves que vêm do Canadá com destino à Patagônia. Como é que é? Patagônia? Isso mesmo. E para não dizer que estou a delirar ou dando uma de eco maluca, elas vêm aniladas e numeradas, para que se saiba o seu trajeto. Muitas vezes, com bilhetes de agradecimentos e informações adicionais do lugar de origem. É também lugar de desova das tartarugas de couro e ninhal de garças e colhereiros, que são aves que vêm do Pantanal, já próxima à região andina. E como se isso tudo não bastasse, Cajueiro da Praia, na foz do rio Camurupim, é o lugar predileto de vários tipos de cavalos marinhos. Este simpático  candidato à extinção tornou-se o símbolo de Barra Grande.  Com tanta riqueza ecológica junta, temos que lamentar a falta de envolvimento do piauiense com o desenvolvimento desse santuário ecológico, que está sendo ocupado, pouco a pouco, por pessoas de outros lugares do Brasil e do mundo. Conta-se nos dedos os que estão realmente envolvidos com o lugar. Mas eles estão presentes, justiça se faça e desenvolvem ali um trabalho super legal.    A população do povoado, esta sim, está bem envolvida e  dá até o exemplo, vendendo sacolas de pano com a intenção de salvar o planeta de um bicho esquisito chamado plástico. Um cartaz da Ecolive, na única padaria do lugar (em frente à pracinha da Igreja) é exibido com o preço de sacolas de panos. Vinte e dois reais, a unidade. Carinho, né? Mas nada é  barato em Barra Grande, uma estratégia para frear a “invasão” aleatória de turistas mal educados e insensíveis à causa ecológica. Na panificadora Osvanilde, além do pão nosso de cada dia, o visitante, se não for muito exigente, pode encontrar o básico do básico.   Fátima, uma morena nativa de 25 anos, ao contrário dos paulistas, não vê perspectivas para os jovens daquele pequeno lugarejo. Faltam cursos profissionalizantes, inclusive de atendimento ao turista, queixa-se ela. Para Fátima, o turismo por ali pode ser uma faca de dois gumes: “muitas jovens ainda se empolgam com a conversa do turista estrangeiro e vão na onda deles”, diz desconfiada. Enfim, posso ficar escrevendo aqui horas a fio sobre o charmoso vilarejo da costa piauiense, mas nada vai chegar nem perto do que representa realmente aquele lugar. Acordar logo cedo com o sol dos trópicos invadindo a sua cama (ou rede) e escutando o som das ondas do mar quebrando bem pertinho de você, além do ruído aconchegante das folhagens e dos coqueiros a balançar ao doce sabor dos ventos mais famosos do Brasil é, sem dúvida, um jeito muito original de despertar e de lembrar, logo cedinho, que você não está num lugar qualquer, mas no coração do delta mais famoso das Américas, o Delta do Rio Parnaíba. 


·        Por Marta Tajra – Portal AZ.


1/20/2010

2010... SERÁ POSSÍVEL MUDAR ?

Todos nós sabemos que é proibido roubar. Diz a Constituição que os princípios doutrinários da Administração Pública, são legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, que não pe propaganda enganosa, mas, transparência e eficiência. Diz o Código Penal que dá cadeia tráfico de influência, intermediação de interesses privados, exploração de prestígio, corrupção ativa e passiva e muito mais. Ou seja, no popular, mada a Lei que o político vigarista que vive de propina e faz demagogia do Estado, mutreteiro, viciado em conjugar de todas as formas e modos o verbo roubar, vá para a cadeia. Infelizmente, o que mostra a realidade?... Roubou uma lata de leite: Humilhação, cela imunda, presídio desumano... Roubou os cofres públicos: Riqueza material, ostentação vulgar e muito poder. Será possível mudar? Semear as preciosas sementes da ÉTICA e JUSTIÇA SOCIAL no solo árido do capitalismo que destrói a natureza e não tem misericórdia ou compaixão pelo povo? Nós socialistas acreditamos que sim. E continuamos na luta ao lado de mulheres e homens que não aceitam a barbárie de crianças e jovens arrastadas como mão de obra escrava pelo crack, nem a falência da saúde, educação, segurança públicas, retrato da perversa coancentração de renda e riqueza no País. E continuamos segurando firme, mãos negras, brancas, indias, calejadas pelas enxadas ou delicadas tocando música, escrevendo poesia. E continuamos aprendendo muito com as pessoas humildes, no trabalho árduo, na busca desesperada pelo emprêgo. Ou na beleza da alegria infantil em um campinho de futebol improvisado na periferia. E começamos 2010. Agradeço mais uma vez a generosidade do povo brasileiro que me acolheu como filha na eleição presidencial. Mas, esse ano eu devo ao povo honrado e sofrido de minha alagoas, a minha participação aqui na minha terra, ao lado do meu povo, enfrentando a poderosa e cínica canalha política local que tenta me destruir politicamente todos os dias. Mas, estou firme, de cabeça erguida e coração feliz. Fé em Deus e nas lutas de nosso povo, sempre!

* Por: Heloisa Helena.

1/19/2010

Turismo no Piauí: entre a cruz do peixe-boi e o homem sem espada


Neste período de festas natalinas e reveillon o litoral do Piauí deverá receber quase 400 mil pessoas de várias partes do mundo e do país, justamente quando se discute a criação de uma área de proteção ambiental que inviabilizaria os investimentos públicos e privados no setor do turismo da região, por demarcar cerca de 40% da costa piauiense onde seria destinado à preservação do peixe-boi marinho. Preservar é preciso sim, entretanto o bicho homem deve estar em primeiro plano no contexto deste debate. Hoje (como há muito tempo) os pescadores e nativos do litoral do Piauí são os maiores parceiros das instituições ambientalistas na preservação da fauna e flora, com isso espécies como o próprio peixe-boi são encontrados facilmente no litoral do estado, bem diferente se comparado uma década atrás. As fazendas de camarão são as maiores ameaças no que diz respeito a preservação ambiental, elas inclusive diminuíram, mas para evitar as mazelas deste investimento basta fazer cumprir as leis ambientais já vigentes, pelo que temos conhecimento isso já acontece. O peixe-boi é o mamífero marinho mais ameçado de extinção do país, o mesmo vive em uma área de cerca de um quilômetro mar a dentro e reproduz nos estuários próximos ao encontro dos rios com o mar, com essa afirmativa de conhecimento dos biólogos o que leva a demarcar o litoral do Piauí em 23 Km até a praia da Carnaubinha em Luiz Correia e o setor de praias cearenses representar apenas sete Km? O setor hoteleiro da região tem se preocupado em construir com base no conceito de desenvolvimento sustentável, aproveitando de forma inteligente os atrativos naturais do local e mão de obra nativa. Isso gera dividendos econômicos para a população, ninguém pode negar! Acredito que seja necessário demarcar uma área de segurança para a prática do Kite Surf, isso é preciso para que o peixe-boi, pescadores, banhistas e desportistas realizem suas atividades de forma mais tranquila sem maiores transtornos. Agora, inviabilizar 25 mil hectares em território piauiense que mede apenas 66 km é no mínimo surrealista para quem visa desenvolvimento. Penso que o instituto Chico Mendes deveria começar fazendo funcionar de forma real o observatório construído na cidade de Cajueiro da Praia e que está sub-utilizado, uma unidade de conservação é importante (repito) mas, concordo plenamente quando o secretário estadual de Turismo afirma “É inadmissível trocar o sustento de milhares de pessoas por 35 Peixes-Bois". A população mostrou força na reunião realizada no último final de semana para debater o assunto e apresentou seu total descontentamento. Afinal, ninguém precisa ser tão radical para que o boi (peixe) e o homem possam viver em simbiose, lembremos que o bicho que precisa viver bem é o homem consciente do sentido de preservar (isso já é fato na região) e não o peixe que já está muito bem obrigado e a prova disso é a quantidade em que se apresentam no Piauí.


* Por: Francisco Brandão - Jornalista.

 


1/06/2010

SALVEMOS A ÁRVORE PENTEADA

Tamarindo é uma fruta sagrada, conhecida apenas por poucos pajés e pessoas, capazes de sobreviver à fadiga de uma travessia no deserto. O tamarindo originou-se nos sertões do México, na região próxima à fronteira com os Estados Unidos. Aqueles que conseguem encontrar um pé de tamarindo serão capazes de atravessar a fronteira, devido ao poder de sua fruta. Muitos imigrantes ilegais tentam encontrar o tamarindo antes de entrar nos EUA, mas poucos conseguem, por ser uma árvore quase lendária, capaz de se misturar à flora local e desaparecer no deserto, aparecendo apenas para quem for digno de chegar ao outro lado da divisa. A mítica árvore de tamarindo é tão grande quanto um pinheiro, atraindo os aventureiros por sua beleza, sobretudo pela sua silhueta extremamente peculiar; de longe, a copa do tamarindeiro lembra o mágico chapéu sombrero, artefato usado apenas por mexicanos sobrenaturais. No Sudeste Asiático e na índia, era atribuída ao tamarindeiro a fama de ser morada de influências maléficas, sendo seu perfume, sua sombra e objetos perigosos produzidos de seu tronco considerados perigosos. Segundo a tradição, as armas que possuíssem bainha feita de sua madeira teriam poderes para dominar o mais temível inimigo, até mesmo os considerados invulneráveis. Na Europa, era conhecido desde a Idade Média, tendo sido introduzido, possivelmente, por meio dos Árabes. Estes a denominavam Tamr al-Hindi,, cujo significado é “tâmara da Índia’’, em referência à polpa de seu fruto, que julgavam semelhante à da tâmara. No Brasil, difundido e cultivado há séculos, o tamarindeiro é uma árvore que, devido a grande beleza e produção de sombra, é muito apreciada como ornamental e para urbanização, nas cidades e estradas, apesar de apresentar um crescimento lento. Seu tronco fornece madeira de boa qualidade para construção civil, embora difícil de trabalhar pela sua dureza a serras e pregos. O fruto, de sabor refrescante, ácido, adstringente e, ao mesmo tempo um pouco doce, é bastante conhecido e muito utilizado para fabricação de balas, refrescos, licores e sorvetes. Na indústria farmacêutica, o tamarindo encontra utilização em preparados laxativos e em aromatizantes. Na medicina popular também é amplamente empregado como laxante, inclusive para tratar crianças, já que seu consumo raramente oferece riscos. Seu sistema radicular e constituído das raízes, que são órgãos especializados em fixação, absorção, reserva e condução. A extensão do sistema radicular depende de vários fatores, mas a grande massa de raízes de nutrição se encontra nos metros mais próximos à superfície do solo. Ora, esta espécie da nossa flora exótica, é a causa dos nossos questionamentos em relação à ÁRVORE PENTEADA, ponto turístico de grande visitação no litoral piauiense. A ÁRVORE PENTEADA, nada mais é do que um Tamarindeiro, que pelas características a cima mencionadas, adaptou-se a nosso litoral e produziu aquela beleza que é a ÁRVORE PENTEADA. No Governo irresponsável do WD foi feita uma praça circular para dar destaque ao MONUMENTO DA NATUREZA, que quebrou de início toda beleza da paisagem, e afugentou qualquer misticismo que o Tamarindeiro (Tamarineira para os nativos), pudesse despertar em qualquer um. Foi mais além: Iniciou o ASSASINATO da ÁRVORE PENTEADA, pois colocou cobrindo todo seu sistema radicular uma textura subsolar a qual conhecemos como AREIRA AMARELA, que sua cor avermelhada já indica conter grande quantidade de óxido de ferro, e mais ainda, espalhou pedra britada, além de arrancar as pindobas ,(Isto é crime ambiental) já que são árvores protegidas por legislação, e jamais poderiam ser tocadas. Ocasionando com isso a solidificação da área radicular, que agora tende, devido ao lixiviamento, e a não transpiração, para o aniquilamento das raízes semi-superficiais, que são responsáveis principalmente pela coleta de nutrientes e processamento e transporte substancias que durante a fotossíntese se transformam em alimentos, e evacuam os resíduos pela troca gasosa que realizam com o meio ambiente, através da transpiração radicular. E agora, com seu sistema alimentar seriamente comprometido a ÁRVORE PENTEADA, começa a dar sinais de necrose e já se percebe acentuadamente a falta de copa, que anteriormente era bastante acentuada. PERGUNTAMOS: Onde estão, IBAMA, PREFEITURA MUNICIPAL DE LUIS CORREIA, GOVERNO DO ESTADO, até por ser o principal criminoso através da Secretaria de Turismo e Secretaria de Meio Ambiente? Portanto, fica aqui o apelo: SALVEMOS A ÁRVORE PENTEADA, PARA QUE AS PRÓXIMAS GERAÇÕES CONHEÇAM E DESFRUTEM AO VIVO, E NÃO POR FOTOGRAFIAS. A realidade nos mostra que os esforços realizados até o momento, por alguns setores da sociedade para a preservação ambiental, não atingem resultados satisfatórios. Isso pode ser atribuído ao complexo mundo dos ecossistemas que, além de ser o suporte da humanidade, é o grande meio da vida silvestre. O desconhecimento e as próprias dificuldades que se possui de entender os emaranhados ambientes dos ecossistemas levam o homem ao uso irracional deste meio ecológico. Por outro lado, a falta de um gerenciamento racional da natureza não estimula a autêntica conservação do ambiente. Desta maneira a paisagem natural passa a ser agredida de modo inconseqüente, na busca de retornos imediatos, sem a preocupação com as conseqüências futuras. Em face de grande desconsideração com os aspectos ecológicos, é importante uma tomada de consciência e um alerta geral no que se refere à sobrevivência da humanidade sobre a terra. A ciência necessita ser trabalhada para que os pesquisadores envolvam-se com o que se chama de Ecologia Social, descobrindo e definindo princípios que resultem no equilíbrio lógico e que permitam a sobrevivência harmônica dos seres na superfície terrestre. Assim sendo, tem-se que trabalhar no sentido de levar informações sobre o ambiente a todas as camadas sociais, na expectativa de que cada indivíduo seja atingido por uma consciência ecológica possível de reverter o processo de degradação assustadora que continua nos assolando. Ao cientista cabe a função de pesquisar, reunir e integrar informações pertinentes ao ambiente para que instituições públicas e privadas utilizem estes conhecimentos em prol da preservação. É necessário que os pesquisadores gerem e difundam o conhecimento para que outros possam aprimorar e aplicar em suas tecnologias na busca de resultados satisfatórios, eficientes e adequados a cada realidade. Isto é, para que possam produzir sem degradar o ambiente, evitando o descompasso entre o progresso científico e tecnológico de um lado, e o progresso moral e educacional do outro. É importante lembrar mais uma vez que da preservação dos ecossistemas depende a vida sobre a terra. Por isso é fundamental que cada cidadão assuma o compromisso de cuidar do ambiente que lhe pertence, pois através do somatório de todos estes cuidados estaremos garantindo a sobrevivência das gerações futuras.

• Por: Teófilo Maia – Carnaubinha, PI.


* OBS: A foto da placa da praça é de autoria de Helder Fontenele -  www.flickr.com/photos/elderfontenele


O TURISMO PADECE

Em 2007, quando fez a última contagem populacional, o IBGE apurou que nas quatro cidades do Litoral do Piauí (Parnaíba, Luís Correia, Ilha Grande e Cajueiro de Praia) residiam 189.277 pessoas. O número seguramente é um pouco maior nesta virada de década. Considerando que Parnaíba é um polo de comércio e serviços, há uma população flutuante que precisa ter suas demandas atendidas. Somente isso já seria suficiente para que houvesse no litoral um suporte de serviços superior ao necessário para atender 190 mil pessoas mais a população flutuante de Parnaíba. Como ocorre todos os anos, nos grandes feriados, tanto Parnaíba, a principal cidade, quanto Luís Correia e Cajueiro da Praia “os destinos turísticos” deveriam ser alvo de bem elaboradas operações de logística tanto das concessionárias de serviços públicos (água, luz e telefone) quanto de todo o resto da cadeia econômico-produtiva - hotéis, restaurantes, bares, postos de gasolina, bancos. Mas o que ocorre ano após ano: as concessionárias de serviço público se esquecem de reforçar seus sistemas, ampliando suas capacidades instaladas ainda que sazonalmente e os demais agentes econômicos ‘descansam’ sobre a certeza de que poderão vender todos os seus estoques, mesmo deixando uma legião de veranistas insatisfeitos. Assentado em premissas absolutamente equivocadas, o turismo padece no litoral piauiense, que segue caro e perdendo clientela para quem percebeu, afinal de contas, que não se trata de outra coisa que não seja negócio. E em negócio quem erra muito termina indo à falência. Os operadores maranhenses e cearenses agradecem pelo amadorismo do lado de cá.

* Por: Arimatéia Azevedo - Jornalista.