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3/25/2010

AS TARTARUGAS VIVEM AQUI !




Estudos ecológicos das tartarugas marinhas são escassos ou inexistentes para a região do Delta do Rio Parnaíba, neste contexto, o GRUPO TARTARUGAS DO DELTA, realiza atividades de pesquisa e campanhas de educação ambiental com o objetivo de repassar informações sobre a extinção das tartarugas marinhas. Atualmente, apenas sete espécies de tartarugas marinhas sobrevivem, e encontram-se criticamente ameaçadas de extinção, a maioria distribuída através dos oceanos tropicais, sendo que duas espécies têm distribuições restritas (Natator depressus no nordeste da Austrália, Lepidochelys kempi no Golfo do México e Atlântico Norte). As outras cinco espécies podem ser encontradas no Brasil: Caretta caretta (cabeçuda), Chelonia mydas (verde), Lepidochelys olivacea (oliva), Dermochelys coriacea (de couro), Eretmochelys imbricata (de pente). Nosso litoral é frequentada pela tartaruga verde, de pente e de couro. No Brasil, a Portaria do Ibama, nº. 1.522, de 19/12/89, é o instrumento legal que declara as tartarugas marinhas ameaçadas de extinção. A portaria foi redigida com base na lista mundial de espécies ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), da qual fazem parte as sete espécies de tartarugas marinhas. O grupo realiza monitoramento de praia com o objetivo de encontrar informações que descrevam a ocorrência de tartarugas marinhas em nosso litoral. Geralmente o trabalho é realizado durante o dia, porém, alguns monitoramento são desenvolvidos à noite, principalmente no período reprodutivo. É importante reportar que a equipe realiza suas atividades com a autorização do projeto TAMAR, inclusive todos da equipe receberam treinamento na Base de Pipa/RN. Na temporada de 2008 foram monitorados alguns ninhos de tartarugas marinhas no litoral piauiense, havendo contudo, resgate de filhotes que se encontravam ainda dentro do ninho. Encontramos ninhos de tartaruga de pente na praia do Arrombado e Barra Grande (no Município de Luis Correia) e tartaruga de couro em Barra Grande (Luis Correia) e Pedra do sal (Município de Parnaíba). No decorrer de alguns anos, vem-se observando o encalhe de algumas tartarugas marinhas que freqüentam as regiões costeiras do Delta do Rio Parnaíba, mas especificamente no litoral piauiense. O grupo em parceria com o IBAMA e o ICMbio de Parnaíba, vêem monitorando estes encalhes, observando contudo, a espécie e a ocorrência de alguma patologia no animal que possa justificar seu óbito. A tartaruga de couro (Dermochelys coriacea), também chamada de gigante pode pesar cerca de 500 kg. É a maior de todas as tartarugas marinhas e tem este nome porque o seu casco é mole, de cor preta com pontos brancos. Ela pode medir até 2 m de comprimento, alimenta-se de águas vivas, crustáceos e peixes. Está incluída na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas com o status de “Criticamente Ameaçada de Extinção”. Em junho de 2008 foi flagrada pelo grupo TARTARUGAS DO DELTA na praia da Pedra do Sal, município de Parnaíba, PI desovando. A presença destes animais valoriza ainda mais nossa região.

GRILAGEM NO LITORAL



A Procuradoria Geral do Estado, a Procuradora Geral da República, a Justiça comum, o SPU – Serviço de Patrimônio da União, o IBAMA e o Ministério Público, órgão encarregados pela sociedade de zelar e proteger o patrimônio público para o bem estar social, uma vez ou outra anunciam medidas para impedir a ocupação, invasão, grilagem e a especulação imobiliária nas terras públicas da União situadas no Litoral do Piauí. A negociação destes terrenos públicos por particulares se tornou uma imoralidade pública em vários sentidos. Nesse jogo mafioso de interesses escusos, existe a conivência dos cartórios de registros de imóveis, que fornecem escritura de titularidade das terras públicas. A Polícia Federal já indicou e investiga alguns deles pela prática desses crimes, Mas, até agora, não se vê nenhum resultado na prática. A Corregedoria de Justiça do Estado, já anunciou por diversas vezes que vai apurar a cessão de registros de imóveis públicos por particulares. Mas, a realidade ainda permite vender patrimônio público desta forma. As invasões são gananciosas, cujo objetivo é apenas o enriquecimento ilícito dos aproveitadores de plantão. Existem casos dessa natureza, onde nativos pescadores já tentaram construir sua morada num pequeno pedaço de terra, e foram violentamente reprimidos pelo poder político, judiciário e policial, para que o mesmo fosse retirado da área. Agora já existem os grileiros profissionais, aqueles que já pegaram “as manhas” de invadir e vender terras públicas localizadas aqui no Litoral. A apropriação indevida de patrimônio público por particulares com a omissão do poder público no Litoral do Piauí, se transformou numa questão de crime organizado. As conseqüências para a sociedade são desastrosas. Basta observar o desordenamento onde isso acontece, até no arruamento, nas ruas estreitas e sem escoamento de tráfego. O que é mais lastimável é a existência da conivência de autoridades públicas e dos serviços dos cartórios.  Estão dando escritura de registro para invasores irregularmente. A transação envolve desde áreas abertas localizadas na orla marítima, até áreas do poder público estadual, como está sendo, por exemplo, a antiga praça de eventos localizada próxima ao hotel balneário atalaia. É imprescindível, por uma questão ética e de preservação ambiental, dar um basta de uma vez por todas, a essas ações desses criminosos, que transformaram em meio de vida, a venda das terras da União Federal, conseqüentemente, terras do Povo.

3/23/2010

Litoral do Piauí é contemplado com recurso para a pesquisa com tartarugas marinhas 

   A região litorânea da Costa do Delta foi contemplada com o patrocínio da FUNDAÇÃO O BOTICÁRIO DE PROTEÇÃO À NATUREZA no projeto de Monitoramento de desova de tartarugas marinhas na região da APA Delta do Parnaíba. Este projeto é uma proposta de trabalho da Associação Comunitária e de Desenvolvimento da Praia do Arrombado e do grupo tartarugas do Delta, que vem desenvolvendo atividades de pesquisa há mais de três anos nas praias do litoral piauiense. A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. A atuação da Fundação O Boticário é nacional. Suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras organizações e sensibilização da sociedade para a causa conservacionista, contribuindo para o equilíbrio ecológico do planeta e para a manutenção da vida.

·        Fonte: Proparnaiba.

3/05/2010

REGATA DO SOL




Com a chegada dos velegistas do rally do sol, ficou definitivamente claro que é extremamente importante reestruturar o turismo náutico e atrair investimentos. O setor movimenta mais de US$ 70 bilhões por ano e é o que mais gera empregos por dólar investido. O turista que viaja por rios e pelo mar gasta até cinco vezes mais do que os outros turistas. Dados do governo também mostram que quase 10 mil barcos internacionais trafegam pela costa brasileira em direção ao Caribe. Dentro da estratégia de dar mais atenção ao setor e atrair negócios, o Piauí recebeu a REGATA INTERNACIONAL ILHAS DO SOL. É a primeira vez que o estado recebe um evento desse porte. De acordo com o Ministério do Turismo, a intenção é tornar o município de Luis Correia referência no setor e para isso planeja a construção de uma marina como forma de tentar atrair cada vez mais os velejadores, que no caso dos participantes da regata Ilhas do Sol chegam a gastar US$ 3 mil por mês só com comida e passeios. O desenvolvimento do turismo náutico representa também prosperidade e emprego para os piauienses. 22 barcos à vela aportaram na cidade de Luis Correia, para aproveitar as belezas do litoral piauiense. As embarcações são oriundas da Áustria, Bélgica, França, Inglaterra, Itália, Portugal e Suíça. Os barcos possuem estrutura de casa e agregam famílias com crianças e idosos. Esse hally dura cerca de seis meses, onde os barcos viajam o mundo todo em busca de conhecer novas belezas. Diariamente, os velejadores saiam na cidade para fazer compras e conhecer as belezas turísticas da região. Depois da ótima recepção e da notável estrutura montada para receber em Luís Correia os velejadores do Rally Náutico Ilhas do Sol durante o período do carnaval, eis uma grande recompensa: Os estrangeiros prometem voltar em 2011, e mais do que isso, já garantem que o litoral do Piauí entrou de vez na rota anual do rally. Quem teve oportunidade de visitar o Píer da Amarração, no centro de Luís Correia, surpreendeu-se com a quantidade de veleiros ancorados no rio Igaraçu (Delta do Parnaíba), ao todo foram 21.

O MAIOR CAJUEIRO DO BRASIL VIVE AQUI!


O Agrônomo Wellington Rodrigues confirmou, que o Cajueiro Rei localizado no município de Cajueiro da Praia, litoral do Piauí, é o maior do Brasil. As medições foram feitas com GPS Geodésico (de alta precisão). Comparada as medições entre o de Pirangi do Norte, município de Parnamirim, no Rio Grande do Norte (7.500 m²) com os dados técnicos obtidos em Cajueiro da Praia (8.810 m²), está confirmado que o Cajueiro Rei é o maior em área total ocupada, com 1.310 m² a mais. A preservação e conservação desta planta, ações de educação ambiental e mobilização da comunidade são urgentes e necessárias para a sua transformação em atração turística e sustentável. 

·        Fonte: Canalverde.tv

2/04/2010

RECEPTIVO: A INDUSTRIALIZAÇÃO DO NÚCLEO TURÍSTICO

A atividade turística deve ser entendida como uma linha de produção,onde a qualidade, criatividade, preço, diversidade, são atributos que irão convencer nossos consumidores. Precisamos dosar a quantidade de oferta à quantidade de demanda, a qualidade da demanda à qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Precisamos para vender essa produção “industrial”, conservar nosso meio ambiente, as tradições, a cultura, a gastronomia e tudo que é diferencial. Precisamos ainda para implementar tais vendas de levantamentos diversos, pesquisas de opinião, dados econômicos. Só aí é que vamos nos lançar ao mercado para vender e receber tais compradores, chamados de turistas. Sendo uma engrenagem; a sobrevivência e até o desenvolvimento dos negócios depende do esforço individual e coletivo, da comunidade, da legislação, da infra-estrutura urbana, da estrutura de apoio; enfim precisamos ter um Receptivo que funcione bem às 24 horas dos 365 dias do ano e se for bissexto, 366, e que preencha as necessidades, gostos, vontades, anseios da nossa clientela eleita, para que ela gaste o máximo que possa gastar e fique satisfeitíssima em ter gasto. O que é o receptivo? É um time, uma equipe. Não tem dono – têm participantes, parceiros, apoiadores. Tem objetivos, metas, passa por reciclagem, se adapta, é um processo dinâmico, ágil e primordialmente coletivo, quase diria que é a essência prática e democrática do socialismo, ou como queiram outros – o célebre um por todos, todos por um. Conscientização, sensibilização, mão-de-obra, sinalização turística, roteiros, legislação fomentadora, alojamentos hoteleiro e extra-hoteleiros, infra-estrutura, estrutura urbana e receptiva, criatividade, aspectos diferenciais, calendário de eventos, gastronomia, transportes em geral, religião, folclore, entretenimento, recreação, passatempo, lazer, vida noturna, compras, esportes, espaço rural, artesanato, atrativos: paisagísticos, históricos, monumentais, arqueológicos, ambientais, geográficos, equipamentos para eventos, cultura, podendo até aproveitar os modismos. Todo pessoa que vem gastar em nosso núcleo, cria o chamado efeito multiplicador na economia – é dinheiro de fora entrando – portanto todos são bem vindos independente de onde vierem e quanto tempo ficarem. Nosso receptivo pode e deve contemplar todo tipo de demanda, desde que traga lucro, preservando sempre os nossos aspectos diferenciais, pois eles são a “galinhas dos ovos de ouro”.



* Por: Otavio Demasi - consultor de turismo/jornalista Mtb 32548 - odtur@ig.com.br - www.odtur.blogspot.com

PRESERVAR PARA FATURAR

Ernest Haeckel, o inventor da palavra “ecologia”, nos idos de 1866, mal sabia, o quanto a mesma estaria inserida em livros, sendo objeto de reuniões, congressos, conferencias, criando ummovimento internacional em igual e debates que movimentam as principais personalidades internacionais, organismos diversos e pessoas. No Brasil, tivemos em 1958 a instalaçaão da FBCN- Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza. Na década de 70, um sem número de entidades ambientalistas foram, criadas, com maior amplitude filosófica, dando origem às ONGs- Organizações Não Governamentais. A reunião de Estocolmo em 1972, reuniu 113 países para debater o tema. A ONU- Organização das Nações Unidas criou o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o PNDU - Agencia financiadora de projetos que se relacionam com o meio ambiente e desenvolvimento. No Rio de Janeiro em 92 se debateu o conceito “Desafio do Desenvolvimento sustentável”. No inicio dos anos 80, o Instituto de Estúdios Turísticos da Espanha, lançou o livro “Turismo y Ecologia”, com artigos diversos de especialistas abordando o binômio e esbolando idéias, ações, filosofia e políticas que gestassem um Desenvolvimento Turístico Ecológicamente Auto sustentável”, tendo ocomo alavanca de consumo os fluxos turísticos direcionados dimensionados, bem como produtos e serviços corretamente ecológicos. O despertar e a consciência ecológica, fez com que fossem criadas inúmeras instituições voltadas para o problema, sendo a imprensa, uma grande aliada nessa caminhada perene. Pelo país inúmeros eventos abordam a problemática do ecoturismo, através de seminários, congressos, exposições e feiras, vindo nesse esteira uma política nacional de ecoturismo. A ativação do turismo rural, agro turismo, da agro ecologia, voltadas ´para o vivenciamento do dia-a-dia no campo, sem maquiagem é alternativa já implantada e em implementação constante. Surge os binômios: Turismo e Folclore, Turismo e Cultura, Turismo e Ecologia, Turismo e Esportes de aventura , Turismo e Saúde e o crescente número de roteiros especializados, fomentando caminhadas, trilhas, safári fotográficos e ou de observação. A ação dos grupos de espeleólogos, abrindo roteiros guiados às grutas e cavernas, sempre cuidando da preservação, que também num esforço heróico, batalha na preservação do imenso patrimônio histórico, cultural , monumental , arqueológico e natural do país. A riqueza- ameaçada constantemente – em nosso país é imensa. Floresta amazônica, mata atlântica, pantanal, cerrado, mata de araucárias, pampa, semi-árido, zona costeira, cavernas, grutas, manguezais, parques nacionais, reservas biológicas, estações ecológicas, florestas naturais, áreas de proteção ambiental, reservas extrativistas, áreas de relevante interesse ecológico, área sobre proteção especial, entre outros. O setor permite permite a criação de produtos, subprodutos, agregados à serviços múltiplos, tendo como matéria prima, que exige manejo, bom senso, técnicas adequadas, visitação controlada e constantes debates e reciclagens. Essas riquezas naturais, precisamos atentar, que não precisamos tirar nada, ao contrário é importantíssimo preservar. Conservemos a nossa “galinha dos ovos de ouro”.



* Por: Otavio Demasi - consultor de turismo/jornalista Mtb 3254 - odtur@ig.com.br