12/29/2010
Inauguração da Orla de Atalaia no réveillon é utopia
Ou melhor, conclusão da obra, afinal de contas, para não passar de mentiroso mais uma vez, o governo do estado pode querer inaugurar a obra antes mesmo do fim. Proprietários de bares e restaurantes apostam na conclusão somente para julho de 2011.
O fim de semana que poderia ser muito bem aproveitado por turistas nas praias do litoral piauiense parece ter sido trocado por outras opções, senão por outros roteiros. Na orla de Atalaia poucos turistas se divertiam com suas famílias se comparado a anos anteriores quando o cenário era de bares e orla completamente lotados.
Quem visitou Luis Correia neste domingo e, em especial, a praia de Atalaia, pôde comprovar que não há qualquer possibilidade de inauguração da tão badalada orla dia 31 próximo, conforme prometido pelo secretário de turismo Silvio Leite e o governador Wilson Martins.
Do primeiro ao último bar o que se vê são materiais encostados, calçadões já se deteriorando, muita areia na pista, banheiros ainda por terminar dentre outras coisas. Na beira da praia, as poucas pessoas aproveitam sol quente e o mar agradável da praia mais visitada todo fim de ano no Piauí.
O jornalismo do Proparnaiba.com registrou imagens que revelam a verdadeira situação em que se encontra a orla de Atalaia e permite que nossos leitores mensurem a possibilidade da entrega da obra e sua inauguração dia 31 de dezembro durante virada do ano.
Indignado, um dos proprietários de bar da orla de Atalaia afirma ser impossível inaugurá-la agora em dezembro e mesmo no carnaval, devendo ficar pronta somente em julho de 2011. Segundo o comerciante, a impressão é de que a obra foi feita sem planejamento. “Eles começam do fim da orla pra o começo e, qual será o motivo? E quanto ao controle dessa areia na pista o tempo todo?”
Confira mais imagens e a entrevista feita com o senhor Paulo Célio do bar o Paulão.
* Samuel Aguiar para o Proparnaiba.com
* Edição de Dora Rodrigues
Grupo Tartarugas do Delta trabalha na reabilitação de Aruanã
No domingo (26) os biólogos voluntários do grupo Tartarugas do Delta receberam a informação de um colaborador da comunidade da praia do Peito de Moça, em Luís Correia, que uma tartaruga em idade juvenil havia encalhado viva na orla.Quando os biólogos chegaram ao local, constaram que se tratava de uma tartaruga verde, conhecida popularmente como Aruanã (Chelonia mydas). O quelônio apresentava estado físico bastante debilitado e mutilação nas nadadeiras dianteiras, provavelmente provocado por redes de pesca.“Esta é uma das espécies que frequentam águas rasas para se alimentar, isto torna comum sua presença próximo a costa e as consequentes capturas incidentais por artefatos pesqueiros”, explica a bióloga Kesley Paiva. Além do corte na nadadeira, o animal apresenta caracteristicas de baixa massa corporal e dificuldades na natação e flutuabilidade.A tartaruga foi levada para uma área de lagoa salgada natural, localizada em Luís Correia, onde tem sido observado seu comportamento e feito a ingestão de alimentos e medicação, protocolado pelo veterinário, João Carvalho do Val Neto, que atua como colaborador do Tartarugas do Delta.Na noite desta terça-feira (28) os biólogos identificaram que o animal ainda apresentava dificuldades para mergulhar. Entretanto, como proposta de reabilitação, as biólogas Rebeca Machado e Kesley Paiva colocaram uma garrafa plástica na região ventral do quelônio para que a mesma pudesse auxiliar durante os movimentos natatórios deste animal“Estamos torcendo para que ela continue reagindo bem, caso tudo ocorra como esperado e a tartaruga apresente caracteristicas de reanimação, talvez em quatro dias o animal seja devolvido ao mar", finalizou Kesley.
Governo confirma que inauguração da orla de Atalaia foi adiada
A população de Luís Correia, no litoral do Piauí, vai receber parte dos 1,8 mil metros do projeto de urbanização da orla da praia de Atalaia no dia 31 de dezembro de 2010, é o que diz o Governo do Estado.
Segundo os engenheiros da construtora responsável, no réveillon, os turistas e a população receberão cerca de 800 metros da orla, onde as obras já estão sendo finalizadas. No trecho estarão prontos o calçadão, o passeio do canteiro central, praça de eventos, parada de ônibus, 14 banheiros públicos e a iluminação, tanto da avenida como da praia.
Testado e aprovado, o sistema elétrico que garante a iluminação nas areias da praia de Atalaia possui 18 postes de fibra, mais resistentes à maresia, quatro deles com refletores duplos. No total são 22 refletores, cada um deles com 2.000 watts. Outras duas redes foram construídas, uma no passeio central da avenida e outra no calçadão.
A chegada a iluminação deu novo ânimo aos comerciantes de Atalaia. Alguns deles, inclusive, já estão abrindo suas barracas à noite, como é o caso de Carlos José Rodrigues, proprietário da barraca “Carlitus”. “Estou abrindo todas as noites e na sexta-feira tem música ao vivo, coisa impensável até dias atrás”, diz.
CULPA DO VENTO:
Nos últimos meses as obras voltaram a enfrentar dificuldades provocadas pela própria natureza. Com um vento mais forte, muita areia tem sido jogada sobre o calçadão e o canteiro central, tornando o serviço impraticável. Há dias em que são retirados do local cerca de 20 caminhões carregados de areia.
Outro problema é a falta de mão-de-obra qualificada para o que os engenheiros chamam de “trabalho mais fino”. São profissionais para trabalhar com cerâmica e azulejos, principalmente no acabamento dos banheiros públicos. A construtora foi obrigada a trazer trabalhadores de um de seus canteiros de obra em São Paulo, para manter o andamento da obra.
Quando concluída provavelmente em fevereiro de 2011, a orla da praia de Atalaia terá 1,8 mil metros de extensão, com pistas asfaltadas, 8 barracas, cada uma delas com 3 banheiros públicos – um masculino, um feminino e outro para portadores de deficiências físicas – duas praças de eventos, paradas de ônibus e estacionamento para 600 carros.
PROPARNAIBA OUVIU BARRAQUEIROS INSATISFEITOS:
Em matéria produzida pelo repórter Samuel Aguiar do Proparnaiba, foram publicadas fotos feitas neste domingo (26), bem como a insatisfação dos permissionários das barracas de Atalaia com mais este adiamento.
*Edição e foto: Proparnaiba.com
Segundo os engenheiros da construtora responsável, no réveillon, os turistas e a população receberão cerca de 800 metros da orla, onde as obras já estão sendo finalizadas. No trecho estarão prontos o calçadão, o passeio do canteiro central, praça de eventos, parada de ônibus, 14 banheiros públicos e a iluminação, tanto da avenida como da praia.
Testado e aprovado, o sistema elétrico que garante a iluminação nas areias da praia de Atalaia possui 18 postes de fibra, mais resistentes à maresia, quatro deles com refletores duplos. No total são 22 refletores, cada um deles com 2.000 watts. Outras duas redes foram construídas, uma no passeio central da avenida e outra no calçadão.
A chegada a iluminação deu novo ânimo aos comerciantes de Atalaia. Alguns deles, inclusive, já estão abrindo suas barracas à noite, como é o caso de Carlos José Rodrigues, proprietário da barraca “Carlitus”. “Estou abrindo todas as noites e na sexta-feira tem música ao vivo, coisa impensável até dias atrás”, diz.
CULPA DO VENTO:
Nos últimos meses as obras voltaram a enfrentar dificuldades provocadas pela própria natureza. Com um vento mais forte, muita areia tem sido jogada sobre o calçadão e o canteiro central, tornando o serviço impraticável. Há dias em que são retirados do local cerca de 20 caminhões carregados de areia.
Outro problema é a falta de mão-de-obra qualificada para o que os engenheiros chamam de “trabalho mais fino”. São profissionais para trabalhar com cerâmica e azulejos, principalmente no acabamento dos banheiros públicos. A construtora foi obrigada a trazer trabalhadores de um de seus canteiros de obra em São Paulo, para manter o andamento da obra.
Quando concluída provavelmente em fevereiro de 2011, a orla da praia de Atalaia terá 1,8 mil metros de extensão, com pistas asfaltadas, 8 barracas, cada uma delas com 3 banheiros públicos – um masculino, um feminino e outro para portadores de deficiências físicas – duas praças de eventos, paradas de ônibus e estacionamento para 600 carros.
PROPARNAIBA OUVIU BARRAQUEIROS INSATISFEITOS:
Em matéria produzida pelo repórter Samuel Aguiar do Proparnaiba, foram publicadas fotos feitas neste domingo (26), bem como a insatisfação dos permissionários das barracas de Atalaia com mais este adiamento.
*Edição e foto: Proparnaiba.com
12/22/2010
Projeto vai incentivar criação de ostra e turismo na rota do cavalo marinho
Projeto vai proporcionar incentivo a criação de ostras e dar condição a exploração do turismo na rota do Cavalo Marinho na comunidade de Barra Grande no Cajueiro da Praia
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) lançou o projeto de apoio à criação de atividades geradoras de renda no âmbito da agricultura familiar, que vai financiar diversas atividades na comunidade Barra Grande, no município de Cajueiro da Praia, no litoral do Piauí. O projeto é resultado de parceria com a ONG Cospe e com o governo da região de Emília Romana, ambos da Itália.
O projeto tem como meta melhorar as condições de vida das pessoas da região, promovendo o desenvolvimento de atividades não agrícolas geradoras de renda nos setores do turismo eco-sustentável. Segundo o coordenador de Orientação de Mercado da SDR, George Rebelo, serão investidos € 82 mil, cerca de R$ 246 mil.
Além da criação de ostra nos mangues de Barra Grande, o projeto vai patrocinar a aquisição de canoas artesanais e equipamentos para a condução de turistas, principalmente na Rota do Cavalo Marinho.
O projeto também vai financiar a capacitação de pessoas em projetos produtivos e de serviços turísticos e assegurar o intercâmbio com os Estados do Ceará e Paraná na produção de ostras.
O projeto também vai financiar a capacitação de pessoas em projetos produtivos e de serviços turísticos e assegurar o intercâmbio com os Estados do Ceará e Paraná na produção de ostras.
Participaram do lançamento do projeto, na sede da SDR, técnicos de órgãos que também estão envolvidos na iniciativa, como Ibama, Emater e Secretaria Estadual da Educação e Cultura(Seduc). Marcello Quarantini representou a ONG Cospe e Alísia Benizzi representou o governo Emília Romana.
12/16/2010
300 casas serão demolidas no litoral piauiense
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| Sergio Miranda - Advogado da AGU |
Em torno 300 casas localizadas em toda a extensão litorânea do Piauí devem ser demolidas por estarem construídas dentro de área de preservação ambiental, terreno de propriedade da União. A informação foi passada pelo advogado da Advocacia Geral da União (AGU), Sérgio Miranda, durante entrevista ao Programa Rádio Notícia 1ª Edição da Rede de Rádios Verdes Campos Sat.
De acordo com ele, uma decisão liminar determinou que a União promovesse a demarcação de uma linha que dividisse o território da praia e aquele espaço para construção de imóveis. Ele esclarece que essa demarcação já existe e afirma que todas as casas localizadas dentro devem ser destruídas.
“Existe uma ação civil pública movida pelo MPF de 1997 e existe uma decisão liminar que determinou a União que promovesse a demarcação da linha média que define a partir de onde é praia e onde pode haver ocupação. Estive esse ano fazendo a vistoria e são em torno de 250 a 300 imóveis em todo o litoral piauiense”, aponta o advogado.
Sérgio Miranda não deu prazo para a demolição, mas garante que já foram feitas as identificações dos imóveis e falta a Secretaria de Patrimônio da União enviar à AGU os imóveis para a realização dos autos.
* Edição: Jornal da Parnaíba
* Fonte: Virgínia Santos e Dani Sá da TV Canal 13
Porto de Luís Correia poderia existir, segundo Lula
"Nós temos interesse em fazer portos. Porque quanto mais portos o Brasil tiver, portos que possam receber navios de grande calado, melhor para nós."
Do presidente Lula, questionado ontem (14) em João Pessoa (PB) porque o seu governo não apoiou a construção de um grande porto na Paraíba. O presidente também afirmou que bastaria o Governo do Estado ter apresentado um projeto convincente à Secretaria Especial de Portos. E por que nunca saiu o Porto de Luís Correia, no Piauí?
Edição: Jornal da Parnaíba
Fonte: Mauro Sampaio/Acessepiauí
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